
Itamarati decretou situação de emergência nesta quinta-feira (19 de fevereiro) e tornou-se o terceiro município do Amazonas afetado pela cheia em 2026. A cidade se junta a Eirunepé e Boca do Acre, que também enfrentam elevação significativa dos rios.
Em Itamarati, o nível chegou a 21,40 metros, ficando a apenas 51 centímetros do recorde histórico de 2015. Já em Eirunepé e Boca do Acre, as cotas atingiram 16,57 e 16,39 metros, respectivamente.
De acordo com o gerente de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (SGB), André Martinelli, a rápida elevação está relacionada às chuvas intensas nas áreas de cabeceira.
“Nestas localidades foram registradas cotas recordes. Ressalta-se que o tempo de resposta para eventos de chuva nessas regiões de cabeceira é muito rápido. É possível observar subidas ou descidas na magnitude de 5 metros em poucos dias”, explicou.
Diante do cenário, a Defesa Civil estima que até 35 municípios e cerca de 173 mil famílias possam ser afetados.
O governo estadual informou que já realiza o envio de medicamentos e a distribuição de cestas básicas para comunidades isoladas, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas reforça ações de prevenção a erosões e deslizamentos.
Situação no estado
Atualmente, nove municípios estão em alerta:
- Lábrea;
- Canutama;
- Tapauá;
- Pauini;
- Envira;
- Ipixuna;
- Guajará;
- Carauari;
- Juruá.
Outros 13 estão em atenção: Apuí e Humaitá, no rio Madeira; Tefé, Maraã, Jutaí e Fonte Boa, no Médio Solimões; Amaturá, Tonantins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Benjamin Constant, Tabatinga e Atalaia do Norte, no Alto Solimões. Já os outros 37 municípios seguem em situação de normalidade.
O monitoramento aponta que as nove calhas de rios do estado estão em processo de enchente. A previsão é de chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul. A estimativa é de que a cheia atinja 35 municípios, afetando cerca de 173 mil famílias, que significa mais de 690 mil pessoas.


