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Ibama destrói dragas de garimpo ilegal no Rio Madeira e apreende caminhões em terras indígenas

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis destruiu seis dragas usadas em garimpo ilegal no Rio Madeira, no Amazonas, durante operação realizada no sábado (21). Os equipamentos estavam abandonados na região e foram inutilizados conforme prevê a legislação ambiental e as informações foram divulgadas nesta segunda-feira (23).

A ação contou com apoio da Marinha do Brasil, que deu suporte logístico e garantiu a segurança das equipes. Aeronaves também foram utilizadas para localizar e monitorar as estruturas ao longo do rio.

Segundo o Ibama, o garimpo ilegal provoca impactos diretos nos rios da região, incluindo contaminação da água e danos à fauna e à flora.

Madeira apreendida em terras indígenas

No mesmo dia, durante a Operação Xapiri, fiscais atuaram em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas contra a extração ilegal de madeira em territórios indígenas.

Um caminhão carregado com toras foi inutilizado dentro da Terra Indígena Diahui. Outro veículo foi destruído na Terra Indígena Tenharim Marmelos. A madeira apreendida foi destruída no local.

Um terceiro caminhão também foi interceptado, mas lideranças indígenas impediram a destruição imediata do veículo. Para evitar confronto, os agentes recuaram e registraram as informações para responsabilização posterior dos envolvidos.

De acordo com o Ibama, os responsáveis poderão responder por impedir a ação do poder público, conforme prevê a legislação ambiental.

Fiscalização intensificada

As operações fazem parte das ações federais para combater crimes ambientais no Amazonas, especialmente em áreas de preservação e terras indígenas.

“O Ibama segue protegendo os territórios indígenas no Amazonas com firmeza e responsabilidade com a biodiversidade e cultura indígena”, afirmou o superintendente do órgão no estado, Joel Araújo.

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