
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou, na manhã desta quarta-feira (25), que subiu para 36 o número de mortos após chuvas de proporções inéditas atingirem a Zona da Mata mineira. Cinco corpos foram localizados durante a madrugada em Juiz de Fora, cidade mais atingida, que soma até o momento 30 óbitos. Outras seis pessoas foram confirmadas mortas na vizinha Ubá.
Pelo menos cinco crianças estão entre os mortos. As equipes trabalham de forma ininterrupta na localização de vítimas soterradas e desaparecidas. Segundo os bombeiros, 33 pessoas seguem desaparecidas — 31 em Juiz de Fora e duas em Ubá.
Os trabalhos de busca se estenderam ao longo da madrugada. Até o momento, 208 vítimas foram resgatadas com vida, segundo os bombeiros.
Para reforçar as ações, foram mobilizados mais de 20 militares deslocados de Belo Horizonte e cães especializados em busca em estruturas colapsadas. Na manhã desta quarta, atuavam no caso 62 bombeiros em Juiz de Fora, 49 em Ubá e 14 em Matias Barbosa.
O trabalho de resgate é dificultado pelo solo ainda encharcado. O volume de precipitações já tornou o atual mês de fevereiro como o mais chuvoso da história de Juiz de Fora: são 579,3 milímetros acumulados, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 270% a mais do que o nível previsto, superando o recorde anterior, de 1988.
O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública decretado pela prefeitura de Juiz de Fora, e o governo mineiro decretou luto de três dias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade às vítimas por meio das redes sociais e declarou ter determinado “pronta mobilização”, com envio de equipes do SUS à região.
Já o governador Romeu Zema (Novo) chegou a Juiz de Fora no fim da tarde e acompanhou o trabalho dos socorristas. Pela manhã, ele havia sido alvo de críticas pela atenção dada à crise, uma vez que só o vice Mateus Simões (PSD), que assumirá seu posto para disputar a reeleição em outubro, dirigiu-se à região num primeiro momento.


