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Ex-policial executado em Manaus respondia por chacina e investigado por tráfico de drogas

Policial militar reformado morto a tiros de fuzil no Tarumãçu, zona Oeste de Manaus; Delegacia de Homicídios apura possível relação com prisão de PMs por tráfico.

O policial militar reformado, Franscico Marques dos Reis, conhecido como Max Bombado, e um outro homem ainda não identificado foram assassinados dentro de uma propriedade localizada na Rua da Floresta, no Tarumãçu, zona Oeste de Manaus. O crime ocorreu nesta sexta-feira (27) e é tratado como execução.

De acordo com informações preliminares, as vítimas teriam sido atingidas por disparos de fuzil. Ambos morreram ainda no local antes da chegada do socorro. A cena do crime foi isolada para o trabalho da perícia criminal.

Em 2015, o ex-policial militar foi condenado a 64 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por sua participação em uma chacina no bairro Santa Etelvina, em Manaus. Quatro pessoas foram mortas após uma disputa de terras entre bairros. De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), cabe apelação da sentença.

O réu havia sido absolvido no julgamento de 2 de maio de 2018, quando também foram absolvidos os demais réus, Anadu do Amaral Souza, Rangel Silva de Araújo e Elias Cândido Rodrigues Júnior.

No entanto, o Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça exclusivamente contra Francisco Marques e Rangel Silva de Araújo.

Investigação apura possível ligação com prisão de militares

A investigação está sob responsabilidade da Policia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Os investigadores analisam todas as linhas possíveis, inclusive se o duplo homicídio tem alguma relação com a recente operação que resultou na prisão de quatro policiais militares e na apreensão de quase uma tonelada de drogas também na região do Tarumã.

O caso

O Ministério Público denunciou que a chacina ocorreu devido a uma disputa por terras entre os bairros Santa Etelvina e Lagoa Azul.

Francisco foi contratado por um terceiro para matar Ivan Teixeira, mas outras pessoas também foram mortas por estarem no local e manusearem armas de fogo. O condenado recebeu R$ 10 mil pelas mortes.

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