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Polícia cumpre mandados em Manaus e Borba contra falsos advogados

Criminosos criavam contas falsas em redes sociais e WhatsApp, usando fotos e nomes de advogados reais; ação conjunta acontece entre as Polícias do Amazonas, Piauí e Ceará.

Uma ação conjunta entre as Polícias Civis do Amazonas, Piauí e Ceará desarticulou, nesta quarta-feira (4), parte de uma organização criminosa especializada em invadir dispositivos e aplicar golpes em clientes do Judiciário. A Operação Falso Advogado resultou em duas prisões no município de Borba (a 151 quilômetros ao sul de Manaus) e um mandado de busca e apreensão em Manaus.

No estado, a ofensiva contou com o suporte da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba e da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC). No município, dois suspeitos foram presos preventivamente. Já na capital amazonense, um alvo da operação permanece foragido após o cumprimento de busca e apreensão em sua residência.

As investigações revelaram um esquema sofisticado de estelionato eletrônico. O grupo monitorava processos em andamento por meio de consultas públicas para identificar possíveis vítimas.

Os criminosos criavam contas falsas em redes sociais e WhatsApp, usando fotos e nomes de advogados reais, e entravam em contato com os clientes simulando boas notícias sobre a liberação de valores ou alvarás judiciais e, para “liberar” o dinheiro, exigiam o pagamento imediato de supostas taxas judiciais via Pix. Assim que o valor era transferido, os golpistas bloqueavam a vítima.

Autoridades recomendam que clientes nunca realizem pagamentos de taxas judiciais via Pix diretamente para pessoas físicas sem confirmar a informação pessoalmente ou por canais oficiais com seus advogados.

Golpe cresce no Brasil

O golpe do “falso advogado” tem registrado crescimento nos últimos anos e se espalhado por diferentes regiões do País, segundo balanços divulgados por secretarias de Segurança Pública e reportagens locais. Autoridades apontam aumento das ocorrências, especialmente na modalidade de estelionato eletrônico, impulsionada pelo uso de redes sociais e transferências instantâneas via Pix.

Em Mato Grosso, por exemplo, o crime já figura entre os mais recorrentes dentro do ranking de estelionatos, com milhares de vítimas contabilizadas ao longo de 2025. Em Minas Gerais, foram registrados ao menos 500 casos no mesmo ano, número que pode ser maior diante da subnotificação.

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