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Vizinha é apontada como mandante do assassinato do professor da Universidade Federal do Amazonas

A motivação seria um desentendimento entre a vítima e a mandante do crime.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), apresentar nesta quinta-feira (5), os detalhes sobre a Operação Universitates, que resultou nas prisões Antonio Carlos Pinheiro Meireles, conhecido como ‘TK’; Emerson Sevalho de Souza; Lucas Santos de Freitas, o “Lucão” ou “Magrão”, apontado como mentor intelectual do crime; e Rafael Fernando de Paula Bahia – suspeitos de terem assassinado o professor Davi Said Aidar, de 62 anos.

A vizinha do professor identificada como Juliana da Rocha Pacheco seria conforme a polícia a mandante do crime. Ela está foragida.

As apurações indicam que alguns dos envolvidos teriam recebido R$ 50 pelo “serviço”, enquanto outros tiveram dívidas de drogas perdoadas pelo suposto mandante do homicídio.

Dinâmica do crime

Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos teria determinado ao sobrinho, identificado como Lucas Santos de Freitas, de 31 anos, conhecido pelos apelidos “Lucão” e “Magrão”, que reunisse pessoas para executar o professor.

O Lucas, apontado como o mentor intelectual do crime, foi preso no dia 25 de fevereiro, em via pública no bairro Monte das Oliveiras, zona norte. Ele foi responsável por contratar Antonio Carlos Pinheiro Meireles, de 41 anos, conhecido como “TK”, Emerson Sevalho de Souza, de 26 anos, e Rafael Fernando de Paula Bahia, de 28 anos, para executar a vítima.

Antonio Carlos foi o autor dos disparos. Ele foi preso na terça-feira (03/03), na rua Perimetral Norte, bairro Novo Aleixo, e possui passagens anteriores por homicídio.

Rafael Fernando teria atuado como piloto da motocicleta utilizada para transportar os criminosos e garantir a fuga após a ação criminosa. Ele também foi preso no dia 3, na rua Tanguá, bairro Colônia Terra Nova.

Já Emerson foi preso na quarta-feira (4), na rua Santiago, também bairro Colônia Terra Nova. Ele estava na motocicleta com o piloto e deu suporte ao executor durante a ação criminosa.

Relembre o crime

O professor Davi Said Aidar, de 62 anos, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), morto a tiros em bar de sua propriedade em Manaus, em 7 de fevereiro deste ano, era referência nacional em pesquisas com abelhas.

Davi Aidar fez carreira acadêmica com pesquisa sobre as abelhas na Amazônia. Ele publicou trabalhos científicos que são guias para criação e manejo. Aidar atuava nas áreas de zootecnia, meliponicultura, apicultura, multiplicação e preservação de abelhas silvestres, além de ter sido coordenador do Laboratório de Abelhas da Ufam.

“A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor titular Davi Said Aidar, ligado à Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), cuja trajetória acadêmica foi marcada pela dedicação aos estudos de abelhas”, informou a instituição em nota.

Professor da Ufam desde 2002, Aidar se formou em Zootecnia pela Fundação Universidade Estadual de Maringá-FUEM, com mestrado em Entomologia pela Universidade Federal de Viçosa-UFV, doutorado em Entomologia pela Universidade de São Paulo-USP e pós-doutorado em Genética Molecular, também pela USP.

Mais informações serão apresentadas durante a coletiva de imprensa na Delegacia Geral, avenida Pedro Teixeira, 180, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus.

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