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Eneva recebe licença para perfurar gás em em São Sebastião do Uatumã no Amazonas

O Governo do Amazonas autorizou a empresa Eneva S.A. a iniciar a fase de instalação do projeto de exploração de gás natural no Campo de Japiim, localizado no município de São Sebastião do Uatumã, no interior do estado. As permissões foram publicadas no Diário Oficial do Estado de 9 de março de 2026, e permitem que o empreendimento avance da fase de planejamento para intervenções diretas na floresta amazônica.

Os atos administrativos confirmam que o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) concedeu duas licenças consideradas decisivas para o projeto. Os documentos autorizam a instalação de estruturas para perfuração de poços exploratórios e também a retirada de vegetação nativa para abertura de acessos e instalação de equipamentos.

Com essas autorizações, a empresa passa a ter o direito administrativo de mobilizar sondas, instalar estruturas operacionais e iniciar perfurações profundas no subsolo da região. A área de intervenção está localizada na margem direita do Rio Maripá, um afluente do Rio Uatumã, em uma região ambientalmente sensível da Amazônia.

Licenças liberam perfuração de poços e retirada de vegetação

Entre os documentos publicados está a Licença de Instalação (LI) nº 013/2026, que autoriza a reentrada e a perfuração de três poços exploratórios profundos voltados à pesquisa de gás natural. Os poços estão identificados como 1-BRSA-98-AM, P1_BRSA-98 e P2_BRSA-98.

A licença possui validade de três anos e abrange uma área útil de 4,35 hectares. Com essa autorização, a empresa poderá instalar sondas transportáveis, pátios de carga e estruturas de apoio necessárias às atividades exploratórias.

Também foi concedida a Licença Ambiental Única de Supressão Vegetal nº 022/2026, fundamentada na Lei Estadual nº 3.785/2012. O documento autoriza a retirada da vegetação nativa em 4,380 hectares, área equivalente a aproximadamente quatro campos de futebol, para implantação de acessos e instalação de equipamentos.

Essa autorização possui prazo de um ano e permite a abertura de clareiras e caminhos na floresta para viabilizar as operações no campo de gás. Na prática, as licenças marcam a transição do projeto do campo de estudos e relatórios técnicos para a fase de intervenção direta no território.

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