
A atriz Neuriza Figueira estreia o espetáculo “Carta aos meus ossos: um manifesto de vida”, inspirado nas dores ósseas que a acompanham desde a infância. A montagem será apresentada nos dias 24 e 25 de março, às 19h, na Escola Normal Superior (Av. Djalma Batista, 2470, Chapada) e na Escola Superior de Artes e Turismo (Av. Leonardo Malcher, 1728, Praça 14 de Janeiro), respectivamente. A apresentação segue no dia 20 de abril, às 18h, no Centro Estadual de Convivência da Família Magdalena Arce Daou.
Com entrada gratuita, as sessões incluem rodas de conversa mediadas pelas artistas convidadas Regina de Benguela e Eneila dos Santos.
Na peça, cartas escritas para o próprio corpo se transformam em material de cena. No palco, Neuriza compartilha reflexões sobre envelhecimento, limites físicos e permanência na profissão, tendo o corpo como principal instrumento de trabalho.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2024, durante a atividade “Laboratório de Criação: escritas, provocações e práticas corporais”, conduzida pela atriz e preparadora corporal Viviane Palandi. Ao longo dos encontros, ela propôs a Neuriza a escrita de cartas direcionadas às dores que sentia nos ossos. A partir dessa provocação, nasceu um experimento cênico apresentado no encerramento do laboratório.
Em 2025, a proposta inicial foi ampliada e transformada em espetáculo teatral. No mesmo ano, o projeto realizou uma nova edição do Laboratório de Criação, reunindo 27 participantes das artes da cena para o compartilhamento de parte do processo criativo com o público.
Segundo Neuriza Figueira, o espetáculo dialoga com mulheres que enfrentam julgamentos relacionados à idade. Ela explica que escrever as cartas foi uma forma de compreender sua própria trajetória, marcada pela necessidade de adaptar movimentos e respeitar limites físicos ao longo dos anos.
Sobre Neuriza
Atriz e contadora de histórias, Neuriza Figueira possui Licenciatura em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e atua há 10 anos no cenário artístico amazonense, com trabalhos no teatro e no audiovisual. Desde 2023, é colaboradora externa do projeto de extensão Leitores de Espetáculos Teatrais.
Entre os reconhecimentos recebidos ao longo da carreira, foi premiada no edital Zezinho Corrêa com o projeto “No Mundo Encantado dos Contos” e no Projeto EntrevistArte, contemplado pelo Prêmio Feliciano Lana, em 2020.
Integrou o Grupo de Teatro Experimental do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro entre 2017 e 2023. Em 2024, atuou na produção do 18º Festival de Teatro da Amazônia.
Também atua como avaliadora em festivais culturais nos municípios de Maués, Urucurituba, Santa Isabel do Rio Negro, Barreirinha e Manicoré. Em Manaus, foi avaliadora dos concursos individuais da Liga das Quadrilhas Juninas do Estado do Amazonas, em 2022.
Atualmente, integra o elenco da Souflê de Bodó Company e da Companhia Rã Qi Ri.
Ficha Técnica
As cartas são de Neuriza Figueira, com dramaturgismo de Thaís Vasconcelos. A direção é de Neuriza e Viviane Palandi, que também responde pela preparação corporal e provocação cênica. A produção é de Jackeline Monteiro, com assistência de Deihvisom Caelum e colaboração de Jon Caleb.
A trilha sonora e a execução musical ao vivo são de Stivisson Menezes. O cenário é de Juca di Souza, o figurino de Melissa Maia e a iluminação de Anna Angelo. Também compõem a equipe Alonso Junior, como videomaker; Aline Fidelix, responsável pelas fotografias; as intérpretes de LIBRAS Liliane Araújo e Caroline Rhodis; e Cris Desrosiers, como designer gráfica.
A montagem conta ainda com a parceria de iniciativas de ensino, pesquisa e extensão da Universidade do Estado do Amazonas, como o projeto Leitores de Espetáculos Teatrais (LET), o Laboratório de Pesquisa das Pedagogias da Arte do Espectador (LAPAE), o Programa de Pesquisa e Extensão Escola de Egressos e o grupo de pesquisa Vidar em In-tensões. O ALLEGRIAH Grupo de Arte e Cultura e o CAUA/UFAM também contribuíram para a realização do espetáculo.
O projeto foi contemplado pelo Edital nº 07/2024 – Chamamento Público de Fomento à Execução de Ações Culturais de Teatro, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM) e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.


