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Apenas 37,6% dos estudantes amazonenses têm computador em casa; indicadores

Dos 271.287 estudantes de 13 a 17 anos no Amazonas, apenas 37,6% possuem computador ou notebook em casa, o equivalente a 102 mil alunos, segundo pesquisa do IBGE IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quarta-feira (25). O levantamento mostra diferenças relevantes no acesso a recursos entre estudantes das redes pública e privada.

Entre os alunos matriculados em escolas públicas, o percentual de acesso a computador é de 34,1%, enquanto entre estudantes da rede privada chega a 87,9%.

A pesquisa também mostra que a maior parte dos estudantes amazonenses está matriculada na rede pública. São 253.390 alunos – 93,4% do total -, enquanto 17.897 estudantes frequentam escolas privadas, o equivalente a 6,6%.

A diferença também aparece no acesso a veículos. Aproximadamente 83,8 mil estudantes vivem em domicílios com carro, o equivalente a 30,9% do total. Entre os alunos da rede privada, 84,9% possuem carro em casa, percentual superior aos 27% registrados entre estudantes da rede pública. Em contrapartida, a motocicleta aparece com maior frequência entre famílias de alunos da rede pública, com 46,8%, contra 26,3% na rede privada.

No acesso à conectividade, os índices são mais elevados. Cerca de 237,4 mil estudantes têm internet em casa, o que representa 87,5% dos escolares amazonenses, enquanto 226,3 mil vivem em domicílios com telefone celular, equivalente a 83,4%.

Contexto familiar

No ambiente familiar, pouco mais da metade dos estudantes do estado, cerca de 143,5 mil adolescentes, vivem com pai e mãe, o que corresponde a 52,9%. Outros 88,7 mil estudantes vivem apenas com a mãe, percentual de 32,7%, enquanto 18,2 mil moram somente com o pai, o equivalente a 6,7%. Já 20,6 mil jovens, ou 7,6%, não vivem com nenhum dos dois.

A pesquisa também traz dados sobre o consumo de drogas ilícitas. Aproximadamente 23,9 mil estudantes amazonenses já experimentaram drogas ilícitas ao menos uma vez, o que representa 8,8% do total, índice acima da média nacional de 8,3%. Entre alunos da rede pública, o percentual chega a 9,2%, enquanto na rede privada cai para 3,1%.

Apesar dos contrastes sociais, o Amazonas tem indicadores positivos de acompanhamento familiar. Cerca de 140,2 mil estudantes tiveram os deveres de casa verificados por pais ou responsáveis nos 30 dias anteriores à pesquisa, o equivalente a 51,7%, percentual superior à média nacional, de 41,8%.

O hábito do café da manhã também aparece acima da média brasileira. Aproximadamente 182 mil estudantes amazonenses consomem a refeição regularmente, o que representa 67,1% do total, enquanto no país esse índice é de 59,6%.

Dos 271.287 estudantes de 13 a 17 anos, 136.815 são meninos e 134.471 são meninas, o que indica equilíbrio na distribuição por sexo entre os escolares amazonenses. Os dados ajudam a compor o perfil dos adolescentes pesquisados e contextualizam indicadores relacionados ao acesso a recursos, estrutura familiar e hábitos cotidianos observados no levantamento.

Os dados mostram que, embora o Amazonas apresente indicadores positivos em acompanhamento familiar e hábitos alimentares, persistem diferenças importantes nas condições de acesso a recursos entre estudantes das redes pública e privada.

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