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Manaus ganha destaque no xadrez nacional ao sediar Brasileiro Sub-20

O vice-presidente técnico da Confederação Brasileira de Xadrez, Kaiser Luiz Mafra, destacou que a escolha de Manaus para sediar, pela primeira vez, o Campeonato Brasileiro Juvenil Sub-20 faz parte de uma estratégia de descentralização dos grandes torneios no país. Segundo ele, a iniciativa busca levar competições tradicionalmente concentradas no Sul e Sudeste para outras regiões, além de reconhecer o crescimento da capital amazonense no cenário nacional, impulsionado por eventos como o Manaus Chess Open.

A competição ocorre até domingo (19), reunindo atletas de diversos estados nas categorias absoluto e feminino. Para Mafra, além de ampliar o acesso de jogadores da região Norte, o torneio fortalece o intercâmbio entre enxadristas e contribui diretamente para o desenvolvimento da modalidade no Amazonas.

“O Norte é um celeiro de grandes enxadristas. Trazer uma competição desse nível aproxima os atletas locais de jogadores mais experientes e cria oportunidades que antes dependiam de viagens longas e caras”, afirmou.

Ele destacou ainda que a política da confederação é justamente expandir o alcance do xadrez nacional, levando eventos importantes para regiões historicamente menos atendidas.

Apesar dos avanços, Mafra reconheceu que ainda há desafios, principalmente logísticos. Segundo ele, o deslocamento até a região Norte continua sendo um dos principais obstáculos, já que muitos atletas precisam fazer conexões longas e enfrentar custos elevados.

“Mesmo dentro da própria região Norte, a mobilidade não é simples. Isso acaba sendo um dos maiores entraves”, pontuou.

Atletas destacam importância do torneio

O enxadrista amazonense Suan Lira, de 17 anos, reforçou a importância de sediar o torneio em Manaus. Para ele, competir “em casa” reduz significativamente os custos e facilita a participação de atletas locais.

“É muito difícil ter que viajar para o Sul ou Sudeste, onde normalmente acontecem os torneios. É caro e nem sempre temos apoio. Aqui em Manaus fica muito mais acessível”, explicou.

Suan também destacou que o nível técnico da competição contribui para a evolução dos jogadores da região. Segundo ele, enfrentar adversários de outros estados é fundamental para ganhar experiência e melhorar o desempenho. “A gente precisa jogar para evoluir. Ter esse contato com atletas de fora é essencial”, afirmou.

A jovem enxadrista Dhara Barreto, de 13 anos, do município de São Sebastião do Uatumã, também celebrou a realização do campeonato na capital. Ela avalia que eventos desse porte incentivam novos talentos e ajudam a fortalecer o xadrez no estado.

“É muito importante para o crescimento do xadrez no Amazonas. Temos muitos jogadores, mas poucos têm oportunidade de competir”, disse.

Torneio garante vagas internacionais

Um dos árbitros da competição, Alan Teixeira, destacou que, apesar das dificuldades financeiras e logísticas, o evento tem sido um sucesso e reforça o potencial do estado para sediar grandes competições.

“Trazer um campeonato nacional exige recursos, mas o resultado mostra que vale a pena. O Amazonas está se consolidando nesse cenário”, afirmou.

Além de reunir os principais talentos da base, o Campeonato Brasileiro Juvenil Sub-20 também tem caráter classificatório. Os campeões garantem vagas em competições internacionais, como Sul-Americano, Pan-Americano e Mundial da categoria, o que aumenta ainda mais a importância do torneio no calendário esportivo.

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