Sessão gratuita acontece neste sábado com roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma

O Cinema de Arte realiza neste sábado (16), às 18h30, no Cineteatro Guarany, localizado na Vila Ninita, anexo ao Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, 1.546, Centro, uma sessão especial com a exibição dos filmes “O Extraordinário Evanescer” e “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência”. A programação é gratuita, possui classificação indicativa de 12 anos e será seguida por uma roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma.
A atividade integra as ações de contrapartida social de um projeto de pesquisa contemplado pela Lei de Incentivo Aldir Blanc – Ciclo 1, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. A iniciativa busca ampliar o acesso ao audiovisual independente, promover diálogos com o público e fortalecer a produção cultural local.
Sinopses
Com duração de 12 minutos, “O Extraordinário Evanescer”, dirigido por Nicka, acompanha a trajetória de Nara, personagem que vive entre tentativas frustradas de amor e o isolamento de um quarto marcado por sonhos, dores e memórias. Entre rejeições sociais, familiares e afetivas, a protagonista enfrenta conflitos internos enquanto busca compreender seu lugar no mundo.
A narrativa utiliza elementos simbólicos e sensoriais para abordar temas como solidão, identidade e pertencimento, propondo um olhar íntimo sobre as vulnerabilidades e resistências da personagem.
E o documentário “Marcia Antonelli: Das Palavras à Sobrevivência”, dirigido por Mariellen Kuma, mergulha na vida da escritora trans manauara Márcia Antonelli, que vive da venda de seus livros nas ruas do centro histórico de Manaus. Em 15 minutos, o filme apresenta uma narrativa marcada pela força da escrita como instrumento de sobrevivência, resistência e afirmação de existência.
A produção acompanha o cotidiano da artista entre ruas, encontros e memórias, revelando como sua literatura atravessa temas como transfobia estrutural, invisibilidade, solidão e afeto. O documentário também evidencia a potência da palavra como forma de permanência e construção de identidade.
Mais do que retratar dificuldades, o filme propõe um olhar sensível sobre a dignidade e a força criativa de Márcia Antonelli, destacando a arte como espaço de acolhimento e transformação social.
Após as exibições, o público poderá participar de uma roda de conversa com as diretoras Nicka e Mariellen Kuma, em um momento de troca sobre processos criativos, audiovisual independente e representatividade nas produções cinematográficas contemporâneas.


