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BR-319: Rodovia terá monitoramento ambiental do tamanho do Rio de Jeneiro e investimento de R$1,5 bilhão

O avanço da reconstrução da BR-319 (Manaus-Porto Velho) vem acompanhado de um dos maiores projetos de controle ambiental já planejados para a região do Amazonas e Rondônia. O governo federal prevê a criação de uma área de proteção e fiscalização de aproximadamente 4,5 milhões de hectares ao longo da estrada, território equivalente ao tamanho do estado do Rio de Janeiro.

O plano integra um pacote estimado em R$ 1,5 bilhão, que inclui bases permanentes de fiscalização, novas Unidades de Conservação, monitoramento contra desmatamento ilegal e estruturas de passagem de fauna. A medida tenta responder às críticas históricas sobre os impactos ambientais da pavimentação da estrada que liga as capitais dos dois estados.

O presidente Lula está em Manaus nesta terça-feira (26) e pode visitar um trecho da BR-319 de helicóptero, apesar da visita não está em sua agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto.

A BR-319 tornou-se símbolo de um impasse nacional entre preservação ambiental e integração econômica da Amazônia. De um lado, moradores e setores produtivos defendem a rodovia como fundamental para reduzir o isolamento do Amazonas, garantir abastecimento e estimular desenvolvimento regional. Do outro, ambientalistas alertam que o asfaltamento do chamado “Trecho do Meio” pode acelerar desmatamento, grilagem e ocupações irregulares.

A resposta do governo é criar um verdadeiro cinturão de vigilância ambiental ao redor da estrada. O desafio agora será provar que é possível conciliar desenvolvimento, logística e preservação com monitoramento de novas tecnologiais existentes e derrubar de uma vez por todas das previsões catatróficas e alarmista de que BR-319 pode ser uma rodovia ambiental desvastadora, mas sim que ela pode ser um exemplo para o mundo, como outras, de que quando há interesse se encontra soluções.

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