
A capital amazonense será sede, em 2027, do 4º “Encontro Internacional de Urbanismo em Áreas Centrais”, um dos principais fóruns de debate sobre revitalização urbana, patrimônio histórico, turismo, economia criativa e desenvolvimento econômico do Brasil.
O anúncio foi confirmado após a participação da capital amazonense na terceira edição do evento, realizada em Porto Alegre (RS), entre os dias 19 e 22 de maio, colocando a Prefeitura de Manaus como grande protagonista nas discussões nacionais sobre requalificação urbana.
Destaque disto é o avanço contínuo do programa “Nosso Centro”, desenvolvido pela prefeitura, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), voltado à recuperação do centro histórico, em ação desde 2021.
O encontro é realizado em parceria com a Rede Brasileira de Urbanismo em Áreas Centrais e promove uma ampla imersão sobre planejamento urbano, obras estruturantes, patrimônio histórico, resiliência climática, cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A futura edição em Manaus deve reunir representantes de diversas cidades brasileiras e também convidados internacionais.
Articulação
A articulação para trazer o evento à capital amazonense foi conduzida pelo vice-presidente do Implurb, arquiteto e urbanista Pedro Paulo Cordeiro, que representou Manaus no encontro em Porto Alegre e apresentou as experiências do programa “Nosso Centro” durante painel sobre economia criativa e vitalidade urbana.
Segundo o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a escolha de Manaus representa uma conquista estratégica para a cidade e fortalece setores como turismo, hotelaria, gastronomia e serviços, reforçando pilares da gestão do prefeito Renato Junior.
O vice-presidente destacou que Manaus disputou a sede com cidades como Curitiba (PR), São Paulo (SP) e João Pessoa (PB), sendo escolhida pelo conjunto de ações e investimentos realizados no seu centro histórico.
Reabilitação
Durante o encontro em Porto Alegre, Manaus apresentou experiências ligadas à reocupação do centro histórico, valorização cultural e economia criativa, incluindo ações do festival #SouManaus, que movimentou mais de 560 mil pessoas e gerou impacto econômico estimado em R$ 150 milhões somente em 2025.
A programação da edição realizada na capital gaúcha reuniu gestores públicos, urbanistas, pesquisadores, investidores e agentes culturais, além de palestrantes internacionais, em debates sobre retrofit, habitação, patrimônio histórico, mobilidade, inovação, resiliência climática e inclusão social nos centros urbanos.
Entre os destaques esteve a palestra magna do arquiteto dinamarquês Jan Gehl, referência mundial em urbanismo voltado à escala humana e autor da obra “Cidades para Pessoas”.


