Gil Romero é condenado a 63 anos, enquanto José Nílson foi condenado a 17 anos e 8 meses, durante cinco dias de julgamento

Em uma sessão que se estendeu por cinco dias, a 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus proferiu, na madrugada desta segunda-feira (1º), a sentença dos acusados pela morte de Débora da Silva Alves, de 14 anos, e de seu bebê em gestação. O réu Gil Romero Machado Batista foi condenado por todos os crimes imputados a ele pela Acusação, ficando sua pena em 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.
No caso de José Nílson Azevedo da Silva, ele foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão. O conselho de sentença afastou duas qualificadoras e o feminicídio, sendo condenado pelo homicídio qualificado por motivo torpe.
O julgamento, realizado no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis sob a presidência do juiz titular da 2.ª Vara do Júri, Fábio Alfaia, teve início na manhã da última quarta-feira (27 de maio).
Devido à complexidade do caso e ao grande número de depoimentos, os trabalhos só foram encerrados nas primeiras horas de hoje, após intensos debates entre a acusação e as defesas técnicas.
O caso

Débora Alves foi assassinada em 29 de julho de 2023. Ela tinha 18 anos na época e estava grávida de oito meses. Débora foi morta asfixiada, teve o corpo queimado pelos réus e enterrado. Os restos mortais foram encontrados no dia 3 de agosto.
O assassino retirou o bebê da barriga da vítima com uma faca. A criança estava morta, mas foi colocada dentro de um saco, amarrado com ferros e jogado no Rio Negro.
Gil Romero matou Débora para não assumir a paternidade do filho dela. Ele foi preso no dia 9 de agosto de 2023 em Curuá, no Pará, para onde havia fugido na época.
A Polícia Civil apurou que Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho quando foi ao encontro de Gil Romero para juntos comprarem o berço do bebê. Débora foi encontrada na manhã do dia 3 de agosto, morta e carbonizada, em um área de mata no bairro Mauazinho, em Manaus.
No mesmo dia a polícia prendeu José Nilson Azevedo da Silva. Ele era colega de trabalho de Gil Romero.
À polícia, José Nilton relatou que no dia do crime, Gil Romero chegou ao terreno onde os dois eram vigilantes com a vítima dentro de um carro, já desacordada. Depois, segundo a polícia, os dois atearam fogo no corpo dela dentro de um camburão. Em seguida, o corpo foi jogado na área de mata.


