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Nova regra da F1 afeta vantagem da Mercedes

A partir desta segunda-feira (1º), entrou em vigor uma mudança no regulamento técnico da Fórmula 1 que altera a forma de medir a taxa de compressão dos motores. A nova regra impede que a Mercedes continue explorando uma brecha regulamentar que gerou debates entre as equipes durante a pré-temporada de 2026.

A polêmica envolve a chamada taxa de compressão geométrica, indicador que mede o quanto a mistura de ar e combustível é comprimida dentro dos cilindros do motor. Para a atual geração de motores, o limite estabelecido pela FIA é de 16:1.

Segundo rivais, a Mercedes encontrava uma forma de aumentar essa taxa quando o carro estava em funcionamento e em altas temperaturas, sem descumprir o regulamento. Isso porque as verificações eram realizadas apenas com o carro parado e em temperatura ambiente.

Embora a prática não tenha sido considerada ilegal, fabricantes como Ferrari, Audi e Honda pressionaram por mudanças nas regras. Em resposta, a FIA determinou que a taxa de compressão passe a ser medida tanto com o motor frio quanto quente.

Com a alteração, qualquer valor acima do limite permitido em condições de operação poderá resultar em infração ao regulamento. Para 2027, a federação prevê uma nova mudança: as inspeções serão realizadas apenas com o motor na temperatura de funcionamento, em torno de 130°C.

Ainda não há consenso sobre o impacto da nova regra no desempenho da Mercedes e de suas equipes clientes. O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, afirmou que a mudança não deve alterar significativamente a disputa pelo campeonato.

Apesar da controvérsia, a Mercedes mantém amplo domínio na temporada 2026. A equipe venceu as cinco primeiras corridas do ano, com quatro triunfos de Kimi Antonelli e um de George Russell, liderando o Mundial de Construtores com 219 pontos, à frente da Ferrari, que soma 147.

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