Estudo do projeto Amazônia 2030 reúne dados científicos e relatos de lideranças indígenas para cobrar ações urgentes contra a crise climática e o garimpo ilegal.

A floresta tropical mais importante do planeta está emitindo um pedido de socorro que já ecoa diretamente na mesa e na saúde de quem nela habita. O estado do Amazonas não está apenas assistindo às projeções futuras do aquecimento global; ele já vive os impactos diretos de uma crise climática e ambiental em escalada.
A conclusão drástica faz parte do relatório “O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global”, divulgado nesta semana pelo projeto Amazônia 2030. O documento, que reúne a análise de especialistas, pesquisadores e organizações do setor, traça um diagnóstico preocupante da vulnerabilidade da região.
O ciclo dos extremos: fome e isolamento
O estudo aponta que o Amazonas converteu-se em um cenário de sucessões climáticas severas. A alternância rápida entre secas históricas e cheias extremas desregulou o modo de vida local. Para as populações que dependem intrinsecamente dos rios e da terra, o resultado tem sido devastador: mortandade em massa de peixes, destruição de lavouras e o avanço da insegurança alimentar.


