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TJAM: coronel Vinícius propõe legislação para garantir proteção às mulheres

Durante seminário sobre liderança e protagonismo feminino, ex-secretário de Segurança Pública afirmou que políticas públicas não podem depender das mudanças de gestão

O ex-secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, participou esta semana do seminário “Liderança, Humanização e Protagonismo Feminino nas Instituições de Segurança”, realizado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus. O evento reuniu magistradas, pesquisadoras, profissionais das forças de segurança e autoridades para discutir os avanços, desafios e perspectivas da atuação feminina na construção de uma segurança pública mais humana, inclusiva e estratégica.

Durante sua participação como palestrante, coronel Vinícius, que também foi secretário de Administração Penitenciária do Estado, compartilhou experiências da gestão à frente da SSP-AM e destacou medidas adotadas para ampliar a proteção às mulheres no estado.

“Quando estive como secretário de Segurança Pública, ampliamos a Ronda Maria da Penha, ampliamos delegacias da mulher, principalmente na questão do atendimento. Também pudemos, por meio da realização de concurso público, levar mais policiamento ao interior, o que acabou afetando diretamente a qualidade de vida das mulheres do nosso Estado”, afirmou.

Ao abordar os desafios ainda existentes, coronel Vinícius defendeu a criação de mecanismos legais capazes de garantir continuidade às políticas públicas voltadas às mulheres, independentemente das mudanças de gestão.

“Precisamos de uma legislação que deixe claro quais avanços o Estado precisa alcançar e em quê prazo. Não podemos permitir que políticas públicas tão importantes fiquem ao bel-prazer dos gestores do momento. Elas não podem ser reféns de CPF, de A, B, C ou D. As políticas públicas são do povo e são pagas pelo povo”, destacou.

Como exemplo, coronel Vinícius citou a necessidade de expansão da estrutura da Ronda Maria da Penha para o interior do Amazonas. “Colocamos lanchas para a Maria da Penha em seis municípios do interior. Ainda faltam dezenas de municípios para terem, minimamente, essa estrutura. Muitos também carecem de capacitação, treinamento e implementação efetiva dessa política pública”, pontuou o ex-secretário.

O seminário contou com conferências, painéis temáticos, rodas de conversa e momentos de integração, abordando temas como valorização profissional, bem-estar das mulheres policiais, liderança feminina, enfrentamento ao assédio institucional, violência de gênero, feminicídio e fortalecimento das redes de proteção e apoio.

Ao final, o coronel reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser tratado como prioridade permanente do Estado. “Uma pauta tão importante como essa não pode ficar à deriva apenas de um discurso vazio. Precisamos transformar debate em planejamento, planejamento em execução e execução em resultados concretos para a sociedade. Afinal, não podemos admitir, de forma alguma, qualquer tipo de violência contra as mulheres”, concluiu.

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