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Festival de Parintins: Caprichoso e Garantido movimentam economia e sustentam tradições familiares

Antes da disputa começar na arena do Bumbódromo, o Festival de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) movimenta uma extensa rede de profissionais que atuam nos bastidores da festa. Costureiras, artistas plásticos, soldadores, carpinteiros, aderecistas e paikicés integram uma cadeia produtiva que transforma cultura em trabalho e renda para centenas de famílias.

Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Festival impulsiona diferentes segmentos da economia criativa, gerando oportunidades em Parintins e em outros municípios do estado. Em muitos casos, os conhecimentos utilizados na construção do espetáculo são transmitidos entre gerações, fortalecendo tradições familiares e ampliando a circulação de renda na região.

A relação de Ana Léa Ferreira com o Boi Caprichoso começou ainda na infância, na Escolinha de Artes Irmão Miguel de Pascali. Antes de atuar nos bastidores, participou das tribos coreografadas do boi. Há cinco anos ela integra o ateliê de costura da agremiação.

A atividade faz parte da história de sua família. Sua mãe trabalhou durante 12 anos na confecção das fantasias do Caprichoso e a incentivou a seguir o mesmo caminho. “Minha avó ensinou minha mãe e minha mãe me ensinou. Até os homens da família sabem costurar. É um conhecimento que foi passado de geração em geração”, relata.

No Boi Garantido, há quem tenha crescido dentro da agremiação, acompanhado transformações ao longo de décadas e construído uma relação que mistura trabalho, tradição e pertencimento. São histórias de pessoas que ajudam a erguer o espetáculo ano após ano e que enxergam no boi uma parte importante de suas próprias trajetórias.

Há mais de cinco décadas ligada ao Boi Garantido, Edna Maria Matos construiu sua trajetória passando por diferentes funções dentro da agremiação. Já integrou tribos coreografadas, atuou como batuqueira ao lado do marido, participou como bandeirista e confeccionou chapéus para a Batucada. Hoje, é a costureira mais antiga do ateliê e responsável pela costura da barra oficial do boi de arena.

Para Edna, o trabalho realizado nos bastidores representa mais do que uma atividade profissional. “Eu tenho muito prazer em trabalhar pelo Garantido, não só pelo dinheiro, mas pela emoção. Nós damos o nosso sangue”, afirma.

Ao longo dos anos, acompanhou de perto as transformações do boi e conciliou diferentes funções durante a preparação para o festival. “Quando eu era batuqueira, eu já trabalhava aqui. Muitas vezes saía do ateliê direto para o ensaio. Era cansativo, mas eu não faltava”, relembra.

Além de promover cultura e preservar tradições, o Festival de Parintins desempenha papel importante na geração de emprego e renda em diferentes áreas da economia criativa. Ao apoiar a realização do festival, o Governo do Amazonas contribui para o fortalecimento de uma cadeia produtiva que transforma conhecimento, criatividade e trabalho em oportunidades para centenas de famílias, consolidando o Festival de Parintins como um dos principais motores da economia cultural da região.

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