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BCM prevê investir US$ 74 milhões em projeto de terras raras no Amazonas

A empresa de exploração mineral listada na Austrália, Brazilian Critical Minerals (BCM), estimou um investimento de US$74 milhões (mi) para desenvolver o projeto Ema de terras raras, localizado no estado brasileiro do Amazonas.

A estimativa foi divulgada após a conclusão do Estudo de Viabilidade Bancável (BFS, na sigla em inglês) do projeto.

“A estimativa atualizada de investimentos destaca a baixa intensidade de capital do desenvolvimento do Projeto Ema, com um investimento-base (capex) de US$74 milhões, incluindo um novo sistema de captura e armazenamento de carbono (CCS) no local para a produção de bicarbonato de magnésio.

O sistema de CCS está avaliado em US$19 milhões e foi incorporado como uma infraestrutura estratégica do projeto devido ao seu potencial de reduzir significativamente os custos operacionais, de reagentes e de sustentabilidade, principalmente por diminuir a necessidade de transporte rodoviário”, informou a empresa em comunicado.

Segundo a BCM, a estimativa de capex inclui todas as instalações e a infraestrutura necessárias para implantar o projeto e iniciar a produção comercial. 

Isso abrange o desenvolvimento do campo inicial de poços de produção, a construção da planta de processamento, das lagoas de processo, da infraestrutura de gestão de água, das instalações de geração de energia, de edifícios, estradas e demais estruturas de apoio.

“Os principais componentes do investimento estão relacionados à planta de processamento, ao desenvolvimento do campo de poços, às obras de terraplenagem, à infraestrutura de gestão de água e às instalações de geração de energia. Devido à localização remota do projeto, os custos com logística, mobilização, implantação do canteiro de obras e custos indiretos de construção também representam uma parcela significativa do investimento total do projeto”, acrescentou a empresa.

O Brasil tem registrado um aumento no número de projetos de terras raras anunciados nos últimos meses.

O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, e vem sendo visto por investidores e empresas globais como uma alternativa estratégica para diversificar o fornecimento desses minerais e reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa.

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