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Falsa biomédica é novamente presa em clínica de Manaus; veja vídeos

Hozana Carneiro Ximenes havia sido presa anteriormente em março de 2022, também sob a suspeita de exercer ilegalmente a profissão de biomédica e de realizar procedimentos estéticos clandestinos.

Hozana Carneiro Ximenes foi presa novamente nesta quinta-feira (2), durante uma operação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) em uma clínica localizada no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Segundo a Polícia Civil, ela já havia sido presa anteriormente por suspeita de se passar por biomédica para realizar procedimentos estéticos e é alvo de novas investigações envolvendo possíveis vítimas. Após ser detida no local, a investigada foi encaminhada ao 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Operação e investigação

De acordo com o delegado Mauro Duarte, responsável pelo caso, Hozana já foi condenada a mais de sete anos de prisão em decorrência das investigações iniciadas em 2022, que ganharam repercussão em Manaus.

“Estamos cumprindo um mandado de prisão e também um mandado de busca e apreensão. Depois daquele primeiro caso, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão”, afirmou.

O delegado informou ainda que, após o caso inicial, outras pessoas procuraram a polícia relatando situações semelhantes, com complicações após procedimentos estéticos.

“Mesmo após aquele episódio, outras pessoas registraram boletins de ocorrência relatando a mesma situação, ficando com deformidades e precisando de procedimentos reparadores”, disse.

Segundo a Polícia Civil, o avanço das denúncias levou ao aprofundamento das investigações e ao cumprimento dos novos mandados nesta quinta-feira.

Versão da investigada

Hozana Carneiro Ximenes contestou a prisão e afirmou possuir formação na área estética, além de documentação que, segundo ela, a habilita para atuar profissionalmente. Ela declarou ainda que desconhece os motivos do mandado e classificou a ação como injusta.

“Eu tenho toda a formação e toda a documentação. Dessa vez eu não vou ficar calada. Estou sendo presa sem saber o motivo. Tenho minhas carteirinhas, minha clínica é registrada e vou buscar todos os meios legais para provar minha inocência”, afirmou.

A investigada também alegou que as denúncias seriam motivadas por insatisfação de clientes e conflitos profissionais. “Muitas denúncias acontecem porque o resultado não agrada ou por conflitos entre profissionais”, declarou.

Relembre o caso

Hozana ganhou repercussão em 2022, quando foi presa suspeita de se passar por biomédica para realizar procedimentos estéticos clandestinos em Manaus. À época, a Polícia Civil informou que ela era formada em Matemática e não possuía registro profissional para atuar como biomédica.

As investigações começaram após pacientes denunciarem deformidades, reações adversas e sequelas decorrentes dos procedimentos. Segundo a polícia, ela se apresentava como biomédica e realizava intervenções estéticas em uma clínica da qual era sócia.

Na ocasião, Hozana passou a responder por crimes como falsidade ideológica, lesão corporal, estelionato e exercício ilegal da profissão. O Conselho Regional de Biomedicina da 4ª Região (CRBM-4) informou que ela não possuía registro profissional junto ao órgão.

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