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Férias escolares e TDAH: desafios de manter rotina e o tratamento no recesso de julho

Julho é o Mês de Conscientização sobre o TDAH. Especialistas alertam que a quebra de estrutura escolar e o aumento do tempo de tela podem intensificar os sintomas; continuidade do tratamento é fundamental.

As férias escolares representam um período de descanso muito aguardado por estudantes e famílias. No entanto, para crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o recesso também pode trazer desafios significativos. A interrupção da rotina, o aumento do tempo em frente às telas e a falta de horários regulares tendem a intensificar sintomas como desatenção, impulsividade e desorganização.

A preocupação ganha ainda mais relevância neste período: julho é marcado mundialmente como o Mês de Conscientização sobre o TDAH, um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta milhões de pessoas. A coincidência com as férias reforça a necessidade de orientar pais e cuidadores sobre estratégias para preservar hábitos saudáveis.

O impacto da quebra de rotina

Segundo especialistas, a escola desempenha um papel crucial na organização do dia a dia dos jovens, estabelecendo horários fixos para atividades, alimentação e sono. Sem essa estrutura, o controle dos sintomas se torna mais complexo, favorecendo alterações comportamentais.

O que é o TDAH? É um transtorno cujos sintomas costumam surgir na infância e podem persistir na adolescência e vida adulta. O diagnóstico é estritamente clínico, realizado por profissionais habilitados com base no histórico do paciente e em critérios internacionais.

Principais manifestações do transtorno:

  • Dificuldade de concentração e distração frequente;
  • Esquecimentos e desorganização;
  • Inquietação e necessidade constante de movimento;
  • Impulsividade e dificuldade para esperar a vez;
  • Fala excessiva.

O perigo do uso excessivo de telas

Outro fator crítico durante as férias é a superexposição a celulares, tablets, videogames e computadores. O uso sem limites desses dispositivos pode:

  1. Prejudicar severamente a qualidade do sono;
  2. Dificultar a autorregulação emocional;
  3. Potencializar os sintomas clássicos do transtorno.

Para mitigar esses impactos, a orientação médica é buscar a previsibilidade. Mesmo nas férias, as famílias devem tentar manter horários relativamente estáveis para acordar, dormir, fazer as refeições e praticar atividades físicas, balanceando o tempo livre com momentos de lazer estruturados.

A importância da continuidade do tratamento

Um dos maiores erros cometidos durante as férias é a chamada “pausa por conta própria” na medicação. Médicos alertam que a interrupção sem orientação profissional pode comprometer todo o controle dos sintomas alcançado ao longo do ano.

O tratamento do TDAH é individualizado e multimodal, envolvendo:

  • Acompanhamento psicológico;
  • Orientação familiar e intervenções psicossociais;
  • Uso de medicamentos fitoterápicos ou alopáticos.

Entre as opções terapêuticas modernas está a atomoxetina, medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por ser um tratamento cuja eficácia depende do uso contínuo, sua interrupção abrupta desestabiliza o paciente.

A recomendação de ouro dos especialistas é clara: qualquer alteração ou ajuste na rotina terapêutica deve ser obrigatoriamente discutida com o médico responsável, garantindo férias tranquilas e seguras para toda a família.

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