
Piloto tricampeão mundial da Fórmula 1 é o terceiro atleta a receber a homenagem do governo brasileiro na História; o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria é gravado em aço e fica exposto na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Ayrton Senna foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. A lei que homenageia o lendário piloto brasileiro foi sancionada e publicada neste mês pelo presidente Lula.
A proposta partiu do senador Astronauta Marcos Pontes, do PL, foi relatada pelo senador Jorge Kajuru, do PSB, e aprovada pela Comissão do Esporte da Casa em caráter terminativo, sem necessidade de votação no plenário.
A medida coloca Ayrton Senna no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, gravado em páginas de aço e exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
O título é concedido a figuras com papel relevante na defesa ou na construção do país. Apenas pessoas que morreram há pelo menos dez anos podem receber a homenagem.
Jorge Kajuru destacou, em seu relatório, o talento e as conquistas de Senna no automobilismo, além da capacidade que o piloto teve de unir os brasileiros. O parlamentar também ressaltou o papel do Instituto Ayrton Senna na promoção da educação e no combate à desigualdade social.
No esporte, Senna é um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, com três títulos mundiais, conquistados em 1988, 1990 e 1991. Ele venceu 41 corridas e chegou ao pódio 80 vezes. O piloto morreu em 1994, aos 34 anos, por causa de um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.
Além dele, só há dois outros atletas no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria: Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico no salto triplo; e João do Paulo, medalhista de bronze na mesma modalidade.


