
O bolso do consumidor manauara sofreu um novo baque nesta quarta-feira (15). O preço da gasolina comum voltou a subir na capital amazonense, atingindo o valor de R$ 7,29 por litro em diversos postos de combustíveis da cidade. O reajuste repentino de R$ 0,30 chamou a atenção da população e acendeu o alerta das autoridades, motivando a abertura imediata de uma investigação pelo Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM).
O órgão de defesa do consumidor iniciou uma apuração detalhada para verificar se o aumento possui justificativa econômica real ou se configura prática abusiva por parte dos estabelecimentos.
Refinaria nega reajuste
O principal ponto de interrogação na investigação gira em torno da origem do aumento. Segundo o Procon-AM, a Refinaria da Amazônia (Ream), responsável pelo refino e fornecimento do combustível na região, informou oficialmente que não realizou nenhum reajuste nos preços repassados às distribuidoras ou diretamente aos postos de combustíveis.
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A negativa da refinaria levanta suspeitas sobre o motivo de a alta ter chegado tão rápido às bombas.
“A investigação busca identificar em qual elo da cadeia de distribuição ocorreu esse aumento ou se o reajuste foi aplicado de forma totalmente injustificada pelos postos”, informou o Procon-AM em nota.
Fiscalização em conjunto
Além do monitoramento e das notificações que estão sendo expedidas pelo Procon-AM, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também acompanha o caso de perto. Caso fiquem comprovadas irregularidades ou alinhamento de preços (cartel), os postos e distribuidoras envolvidos poderão sofrer sanções administrativas e multas pesadas.
Até o momento, o sindicato que representa os donos de postos de combustíveis na capital não se pronunciou publicamente sobre o reajuste.


