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Empresa multada em R$ 4,5 milhões após vazamento de estireno

Um dia após o registro de um grave vazamento de gás estireno em sua fábrica no Distrito Industrial de Manaus, a petroquímica Innova foi multada em R$ 4,5 milhões pelos órgãos de fiscalização municipais. O desastre químico provocou correria na sede da empresa, suspendeu as operações de fábricas vizinhas e forçou o fechamento de escolas na região.

Até o momento, mais de 100 pessoas foram internadas em unidades de saúde da capital amazonense com suspeita de inalação da substância, que é altamente inflamável e tóxica. As autoridades também investigam se a morte de um idoso, que deu entrada em um hospital local reclamando de sintomas de intoxicação, tem relação direta com o acidente.

Força-tarefa e penalidades

Em nota oficial, a Prefeitura de Manaus informou que mobilizou uma força-tarefa para realizar uma inspeção técnica no local do ocorrido. Como primeira medida administrativa, a empresa foi autuada em 30 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o que corresponde ao valor de R$ 4.554.300,00.

“A fiscalização realizou medições atmosféricas e coletou amostras para avaliar possíveis contaminações na água e no solo. A empresa foi notificada a apresentar, em até 20 dias, relatórios técnicos de segurança, de contingência, plano de atendimento emergencial, drenagem e capacidade de tratamento, sob pena de consolidação da multa milionária”, destacou o comunicado do município.

Embora o fluxo do vazamento já esteja significativamente reduzido, os índices de poluição nas redondezas da fábrica ainda permanecem acima do limite tolerável para a exposição humana. A Innova agora cumpre o prazo regulamentar para apresentar sua defesa e os relatórios exigidos.

Investigação do impacto ambiental

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), François Matos, equipes técnicas estão monitorando a extensão dos danos, especialmente devido à proximidade de um corpo d’água.

“É prematuro afirmar que houve contaminação do solo. Existe um igarapé próximo, e a drenagem pode ter levado agentes contaminantes, mas ainda não é possível fazer essa afirmação. Estamos realizando análises, coletando amostras e documentando toda a ocorrência”, explicou o secretário.

Matos confirmou a gravidade estrutural do incidente: “A fissura é real, existe um vazamento na bacia de contenção. A multa referente à emissão de gases já foi aplicada e, agora, estamos avaliando toda a área do entorno para medir a extensão do impacto ambiental”, concluiu.

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