Nas suas gestões à frente da Prefeitura de Manaus, Arthur conseguiu congelar as tarifas com o apoio de subsídios municipais

Em entrevista ao programa Ponto Final, da Rede Norte Diário, o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto comentou a atual paralisação do transporte coletivo na capital e afirmou que a população não pode ser a principal prejudicada em conflitos entre empresas e trabalhadores.
A crise atual começou depois que os rodoviários decretaram greve geral, interrompendo a circulação dos ônibus na cidade. Arthur relembrou que enfrentou impasses semelhantes durante sua gestão à frente da Prefeitura e destacou que sua prioridade sempre foi garantir o direito de ir e vir da população por meio do diálogo e da mediação entre as partes.
Ao tratar do tema do subsídio da tarifa, Arthur recordou que, em determinado momento de sua gestão, tomou a decisão de retirar o subsídio da passagem e repassar o valor integral à tarifa, medida que gerou reação da categoria e resultou em paralisações à época. Segundo ele, episódios como esse mostram que a discussão sobre subsídio e tarifa é antiga e sensível em Manaus, e que qualquer decisão nessa área exige responsabilidade e diálogo com todas as partes envolvidas.
“Quem depende do transporte coletivo não pode pagar a conta de um impasse. É preciso responsabilidade, capacidade de negociação e disposição para construir soluções”, afirmou.
Arthur ressaltou que, durante sua gestão, a Prefeitura atuava diretamente para reunir empresários e representantes dos rodoviários, buscando acordos que permitissem a rápida normalização do serviço. Em momentos de maior tensão, a administração municipal também adotou medidas legais para assegurar a continuidade do transporte e preservar o interesse público.
Ao comparar sua experiência administrativa com o cenário atual, Arthur defendeu uma postura mais firme do poder público na condução das negociações, priorizando o diálogo, mas sem abrir mão da responsabilidade de garantir um serviço essencial à população.
“O gestor público precisa liderar as negociações, ouvir todos os lados e agir com rapidez. A cidade não pode ficar refém de impasses que afetam trabalhadores, estudantes, pacientes e toda a economia”, destacou.
Arthur afirmou ainda que crises como essa exigem experiência, equilíbrio e capacidade de articulação, características que, segundo ele, marcaram sua trajetória à frente da administração municipal e continuam orientando sua visão sobre a gestão pública.
Carreira: Arthur Virgílio Neto foi prefeito de Manaus por três mandatos (1989–1993, 2013–2016 e 2017–2020), além de ter sido deputado federal, senador da República e ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo Fernando Henrique Cardoso.


