Com mais de 114 mil pessoas ocupadas e faturamento expressivo no varejo, estado se consolida como o segundo maior mercado comercial da região.

O setor comercial no Amazonas registrou uma receita bruta de R$ 84,4 bilhões, impulsionado pelo faturamento de 14.355 empresas e 16.732 unidades locais. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (29).
A margem de comercialização do estado — valor que mede a diferença entre a receita das vendas e o custo das mercadorias revendidas — alcançou a marca de R$ 19,6 bilhões.
Emprego e massa salarial
Além do volume financeiro, o setor comercial consolida-se como um dos principais motores do mercado de trabalho amazonense. O segmento empregou 114.723 pessoas e injetou R$ 3,33 bilhões na economia local em forma de salários, retiradas e outras remunerações.
Com esses números, o Amazonas concentrou 21% do total de pessoas ocupadas no comércio de toda a Região Norte, garantindo a segunda posição em volume de trabalhadores do setor.
Destaque no cenário regional e nacional
No contexto regional, o Amazonas responde por 18,8% da receita bruta de revenda do Norte e por aproximadamente 1% de todo o faturamento comercial do Brasil.
Entre os estados nortistas, o Amazonas ocupa a segunda colocação em faturamento, ficando atrás apenas do Pará (R$ 194,7 bilhões) e ligeiramente à frente de Rondônia (R$ 83,3 bilhões).
A divisão do faturamento no estado por segmento mostra a força do consumo direto:
- Comércio Varejista: R$ 42,8 bilhões (principal força do setor)
- Comércio Atacadista: R$ 31,1 bilhões
- Comércio de Veículos e Motocicletas: R$ 10,6 bilhões
Panorama Nacional e Mudança Metodológica
Em todo o país, a PAC mapeou 1,6 milhão de empresas comerciais, que juntas geraram uma receita operacional líquida de R$ 7,7 trilhões e empregaram 10,6 milhões de trabalhadores. Na Região Norte como um todo, a receita bruta de revenda somou R$ 449,9 bilhões.
Nota Metodológica: O IBGE destaca que os dados inauguram uma nova série estatística. A coleta substituiu a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) pelo eSocial como fonte primária, além de expandir a cobertura na Amazônia. Por isso, os resultados não devem ser comparados diretamente com edições de anos anteriores.
A amostragem considerou apenas empresas ativas no Cadastro Central de Empresas (Cempre) com CNPJ regular. Foram excluídos da pesquisa os microempreendedores individuais (MEIs), a administração pública, entidades sem fins lucrativos, comércio ambulante e oficinas de reparação de veículos.


