
O Exército Brasileiro concluiu com êxito a Operação Jaguaretê, uma ostensiva ação de patrulhamento e fiscalização na faixa de fronteira amazônica. A missão concentrou esforços na estratégica região conhecida como Cabeça do Cachorro, no município de São Gabriel da Cachoeira, consolidando avanços significativos no combate a crimes transfronteiriços e na integração com populações isoladas.
A operação foi conduzida pelo Comando de Fronteira Rio Negro e 5º Batalhão de Infantaria de Selva (CFRN / 5º BIS), sob a coordenação direta do Comando Militar da Amazônia (CMA).
Logística e presença territorial
Para cobrir a vasta extensão territorial da região, a operação mobilizou uma estrutura robusta:
- Efetivo: Cerca de 400 militares.
- Meios fluviais: 110 embarcações de pequeno e médio porte.
- Apoio aéreo: Aeronaves de asa rotativa (helicópteros).
Ao longo da missão, as tropas navegaram por aproximadamente mil quilômetros de rios e igarapés, atuando de forma ostensiva em localidades estratégicas como Cucuí e Yauaretê.
Ao todo, foram realizadas mais de mil abordagens e revistas minuciosas em embarcações que trafegavam pelas calhas fluviais, medida essencial para cortar rotas do crime organizado e reforçar a soberania nacional na fronteira.
Assistência às comunidades isoladas
Além da vertente defensiva e repressiva, a Operação Jaguaretê atuou na aproximação com as comunidades da região. O Exército alcançou mais de 50 comunidades ribeirinhas e indígenas, realizando visitas institucionais e ações de apoio direto aos moradores locais. A iniciativa estendeu a presença do Estado a áreas de difícil acesso, reforçando o vínculo de cooperação com as populações tradicionais.
Capacitação técnica e prontidão operacional
Para encerrar as atividades em campo e manter o nível de prontidão da tropa elevado, a 2ª Brigada de Infantaria de Selva (2ª Bda Inf Sl) promoveu uma semana intensiva de instruções especializadas em São Gabriel da Cachoeira, entre os dias 27 e 31 de julho.
Treinamentos ministrados:
- Atendimento Tático a Feridos em Combate: Foco em contenção de hemorragias e técnicas de remoção rápida em ambiente de mata fechada.
- Tiro em Ambiente de Selva: Simulação de confrontos a curta distância, visando aumentar a velocidade de reação e a preservação do equipamento.
- Monitoramento de Cenários: Oficinas focadas na antecipação de ameaças e planejamento tático para patrulhas mais seguras e eficientes.
Com o encerramento da operação, o Comando Militar da Amazônia reafirmou o compromisso permanente das Forças Armadas com a salvaguarda das fronteiras nacionais, a defesa do território e a repressão a ilícitos na Amazônia brasileira.


