Aeronave de pequeno porte caiu na Comunidade do Caeté, em Tonantins. Suspeito recusou socorro inicial, mas foi localizado com ferimentos graves e conduzido à Polícia Civil.
Um acidente aéreo registrado na noite do último domingo (2) revelou uma tentativa de transporte de entorpecentes no interior do Amazonas. Uma aeronave de pequeno porte caiu nas proximidades da Comunidade do Caeté, localizada no município de Tonantins. O piloto, identificado como Paulo Roberto Romão da Silva, confessou às autoridades que estava a caminho de buscar drogas na região.
Suspeita e buscas
A ocorrência mobilizou a equipe da Base Arpão, de Jutaí, após denúncias encaminhadas ao Disque-Denúncia e à Polícia Civil de Tonantins. Segundo os relatos, o comportamento do piloto chamou a atenção dos moradores locais após ele recusar pedidos de apoio médico e policial, levantando suspeitas de ligação com o narcotráfico.
Ao chegarem ao local do impacto, as equipes policiais confirmaram a queda do avião e iniciaram buscas na área de mata e no perímetro do rio. Paulo Roberto foi encontrado escondido às margens do rio, em frente à comunidade.
Confissão e falta de habilitação
Durante a abordagem, o piloto admitiu que não possuía licença ou documentação necessária para pilotar a aeronave. Ele também revelou que seu destino final era a Comunidade Jesus do Solimões, onde faria o apanhado de uma carga de entorpecentes antes da queda interromper o trajeto.
Apesar da confissão sobre a finalidade do voo, nenhuma substância ilícita foi encontrada com o suspeito durante a revista pessoal. Com ele, os agentes apreenderam:
- 1 colar de ouro
- 1 relógio da marca Garmin
Encaminhamento médico e legal
Devido à gravidade das lesões sofridas no acidente, Paulo Roberto foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Tonantins para atendimento médico de urgência.
Após a liberação médica, o homem foi conduzido ao 54º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Tonantins, onde foi autuado com base no artigo 261 do Código Penal Brasileiro (expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia) e permanece à disposição da Justiça para o prosseguimento das investigações.


