
A taxa de ocupação no Amazonas subiu 2,0% no segundo trimestre de 2026 em relação ao primeiro trimestre do ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do avanço no número de pessoas ocupadas, a taxa de desocupação no estado permaneceu estável no período.
O levantamento também acende um alerta para a qualidade do emprego no estado: o Amazonas registrou a terceira maior taxa de informalidade do país, atingindo 51,7% da população ocupada. O indicador deixa o estado atrás apenas do Maranhão (56,9%) e do Pará (55,9%). Em contrapartida, Santa Catarina apresentou o menor índice de informalidade do Brasil, com 25,4%.
Cenário Nacional
Em âmbito nacional, a taxa de desocupação encerrou o segundo trimestre em 5,4%, apresentando uma queda de 0,7 ponto percentual em relação aos primeiros três meses do ano (6,1%) e de 0,4 p.p. na comparação com o mesmo período de 2025 (5,8%). O desemprego recuou em 13 unidades da federação, lideradas por Rio Grande do Norte (-1,9 p.p.), Paraíba (-1,6 p.p.) e Acre (-1,6 p.p.). As demais regiões mantiveram estabilidade.
As maiores taxas de desocupação do país foram apuradas no Amapá (9,8%) e na Bahia (9,1%), enquanto os menores índices ficaram com Santa Catarina (2,1%) e Mato Grosso (2,2%).
Perfis e Indicadores Complementares
- Corte por Sexo e Raça: A desocupação nacional afetou mais mulheres (6,4%) do que homens (4,6%). Entre a população preta (6,9%) e parda (6,1%), o índice ficou acima da média nacional (5,4%), enquanto entre brancos registrou 4,2%.
- Escolaridade: Pessoas com ensino médio incompleto lideraram o desemprego (9,0%). Entre trabalhadores com nível superior completo, a taxa caiu para 3,0%.
- Subutilização e Formalidade: A taxa de subutilização no país foi de 12,9%, e 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada. O trabalho por conta própria representou 25,3% da população ocupada nacional.


