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Arthur Virgílio afirma que falará grosso em Brasília;’conforme o figurino’

“Sou um apaixonado pelo Amazonas e acho que tenho muito a oferecer pelo meu estado. Um sentimento de cumprir minha palavra”, diz o candidato a deputado federal pelo MDB

A equipe do Portal VOCE esteve esta semana no escritório do candidato a deputado federal Arthur Virgílio Neto (MDB-AM), na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, para conhecer suas propostas para o exercício do mandato na Câmara Federal, em Brasília.

Diplomata de carreira, formado pelo Instituto Rio Branco, ex-prefeito de Manaus, ex-ministro e ex-senador, Arthur afirma ser apaixonado pelo povo amazonense e contar com a experiência adquirida nas funções que exerceu durante décadas. “Só não fui Rei Momo. Não sei o que falta ser”, brinca Arthur, como prefere ser chamado.

Arthur afirma que está preparado para jogar duro na defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM), dos empregos, do modelo econômico e do desenvolvimento sustentável do Estado, aproveitando as potencialidades naturais da floresta e respeitando a tradição dos povos originários.

Candidato à frente das pesquisas internas realizadas pelo MDB, Arthur retorna à política motivado pelo compromisso de continuar defendendo os interesses do Estado em Brasília e pelos ensinamentos familiares. “Volto porque acredito que ainda posso servir ao Amazonas, defender nossa gente e colocar minha experiência a favor do Estado em um momento decisivo”, disse.

“Precisamos investir em ciência, pesquisa e inovação para transformar esse patrimônio em desenvolvimento para o nosso povo. Por que acabar com a ZFM, que gera empregos, protege a floresta e movimenta a economia nacional? Nós contribuímos diretamente para o crescimento industrial do Brasil”, avalia Arthur.

“O futuro da Amazônia passa pela bioeconomia. Precisamos produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e gerar riqueza mantendo a floresta em pé. Esse é o grande ativo que o Amazonas oferece ao Brasil e ao mundo”, afirma.

HABITAÇÃO

Com experiência como prefeito de Manaus, Arthur lembra que é essencial dar dignidade à população. A política habitacional adotada durante sua gestão, como o Prourbis, por exemplo, associou a construção de unidades habitacionais a intervenções de saneamento e urbanização, transformando áreas com problemas históricos de infraestrutura.

“Moradia digna não é apenas entregar quatro paredes. É dar à família condições para viver com segurança, saneamento, infraestrutura e dignidade”, é a síntese da visão apresentada por Arthur ao tratar do tema.

Em 2014, Arthur participou ativamente da promoção de infraestrutura para a entrega de 500 apartamentos do conjunto Viver Melhor 4, dentro de um empreendimento de 980 unidades construídas pelo Governo do Amazonas, reforçando a importância da parceria entre Estado e Município para enfrentar o déficit habitacional da capital amazonense.

A Prefeitura também iniciou participação no Minha Casa, Minha Vida, com o Residencial Manauara I, no bairro Santa Etelvina. O empreendimento previa 784 apartamentos populares, destinados a famílias de baixa renda, muitas delas provenientes de áreas de risco.

POLARIZAÇÃO

“O Brasil precisa pensar grande. O Brasil é um país múltiplo, um grande país cultural. Somos diferentes na maneira de pensar, de viver e de enxergar o mundo. Essa diversidade deveria nos fortalecer. O que não podemos aceitar é transformar a diferença em ódio e a política em uma guerra permanente”, defende Arthur ao comentar a polarização política entre esquerda e direita no país.

O ex-senador ressalta que ter posições diferentes não é um problema. “É parte essencial da democracia. Um parlamentar não deve ter receio de defender suas convicções no plenário, mesmo quando elas contrariem a maioria”, diz.

“Não é errado se posicionar. Não é errado pensar diferente. O que é errado é achar que quem pensa diferente é inimigo. A democracia precisa de debate, de oposição, de governo e de gente com coragem para defender aquilo em que acredita”, afirma.

Para Arthur, “combater o governo não é combater o país”. Ele afirma que é preciso saber separar a divergência da intolerância e preservar o debate democrático.

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