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Fecomércio-AM: confiança do comércio e consumo das famílias voltam a crescer em Manaus

O setor de comércio e serviços de Manaus apresentou sinais de recuperação em junho de 2026. Segundo o documento Panorama Econômico no mês de julho de 2026, divulgado pela Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio-AM) nesta segunda-feira (17), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) registrou 115,6 pontos. O resultado posiciona o indicador na zona de otimismo (acima dos 100 pontos), com avanço de 2,0% em relação a maio e crescimento de 1,5% no comparativo anual. Apesar da reação, o índice permanece abaixo do pico registrado em fevereiro (119,1 pontos).

O levantamento revela uma avaliação contrastante entre o ambiente macroeconômico e o desempenho individual dos negócios:

  • Situação macroeconômica: O Índice de Condições Atuais (ICAEC) subiu para 95,4 pontos (+3,9% no mês e +16,0% no ano), mantendo-se na zona de insatisfação. A avaliação da economia nacional (CAE) ficou em 74,9 pontos, com 63,9% dos empresários declarando que o cenário econômico piorou.
  • Desempenho empresarial: As Condições Atuais das Empresas Comerciais (CAEC) atingiram 118,0 pontos (+3,7% no mês e +17,7% no ano), demonstrando que os empresários enxergam suas próprias empresas em situação consideravelmente melhor do que a economia geral e o setor.
  • Perspectivas futuras: O Índice de Expectativa (IEEC) alcançou 143,1 pontos (+2,9% no mês), sustentado pelo otimismo de 69,7% dos entrevistados, que preveem melhora econômica nos próximos meses.

Consumo das famílias mantém ritmo positivo

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou 126,4 pontos em junho, com leve alta mensal de 0,3% e expansão de 8,0% em relação a junho de 2025 (117,0 pontos).

A sustentação do consumo é impulsionada principalmente pela percepção no mercado de trabalho. O componente de Situação Atual do Emprego atingiu 147,7 pontos, com 56,9% das famílias relatando maior segurança ocupacional em comparação ao ano anterior. Contudo, 23,2% dos domicílios reportaram presença de desemprego, evidenciando fragilidades pontuais.

O levantamento destaca ainda a disparidade por faixa de renda. Nas famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o ICF alcançou 155,6 pontos e a segurança no emprego chegou a 168,3 pontos. Já no grupo com renda de até 10 salários mínimos, os indicadores registraram 123,6 e 145,7 pontos, respectivamente.

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