
Rosinaldo Bual (Agir), preso em 2025 por suspeita de “rachadinha” e proibido de frequentar as dependências da CMM, registrou presença virtual mas não participou da sessão plenária.
Uma decisão judicial autorizou o vereador Rosinaldo Bual a retomar as suas atividades parlamentares na Câmara Municipal de Manaus (CMM) de maneira remota. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (17), pelo vice-presidente da Casa, Jander Lobato, após questionamento formulado pelo vereador Rodrigo Guedes durante sessão plenária.
A liberação para a participação digital atende a uma determinação da Justiça e contou com parecer favorável da Procuradoria Geral do Legislativo municipal. Com a medida, o parlamentar pode registrar frequência on-line e acompanhar as sessões ordinárias, mantendo o recebimento do subsídio mensal de R$ 26.080,98.
Apesar da autorização para o trabalho à distância, permanecem em vigor as cautelares que proíbem a entrada física do vereador nas dependências do prédio da CMM, decisão que foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Bual também segue obrigado a cumprir o uso contínuo de tornozeleira eletrônica.
O parlamentar é investigado pelo Ministério Público do Amazonas em apuração sobre suposta prática de “rachadinha”, esquema em que assessores de gabinete seriam coagidos a repassar parte dos salários. Durante o cumprimento de mandados da operação policial, agentes apreenderam quantias em espécie e cheques nos endereços ligados ao investigado. Diante do anúncio do retorno remoto, parlamentares solicitaram que a ordem judicial citada em plenário seja tornada pública na íntegra.


