
O avanço do verão amazônico e a rápida redução no nível dos rios acenderam o sinal de alerta no Amazonas. A Defesa Civil estadual decretou situação de alerta para 15 municípios, com maior concentração de cidades atingidas na região sul do estado. O cenário reflete o início do período de vazante, que já provoca impactos diretos no isolamento e no abastecimento de diversas localidades.
A diminuição do volume das águas comprometeu severamente o transporte hidroviário, principal via de integração da região. Em Envira, a 1,2 mil quilômetros de Manaus, o desabastecimento de mercadorias já é uma realidade: sem condições plenas de navegação, o escoamento de produtos passou a depender de rodovias locais que enfrentam graves problemas de trafegabilidade.
A capital também sente os efeitos da seca, com o Rio Negro registrando uma queda de 61 centímetros em apenas uma semana.
Para tentar mitigar os estragos, a Secretaria da Defesa Civil antecipou medidas de apoio humanitário com o envio de kits de purificação de água e a distribuição de centenas de toneladas de alimentos para as famílias ribeirinhas.
A crise, contudo, já mobiliza decretos mais severos no interior. No Sul do estado, o município de Humaitá decretou situação de emergência após o Rio Madeira atingir a marca crítica de 12,49 metros, medida que permite a captação de recursos federais para manter a prestação de serviços essenciais à população.


