O Pix enfrentou problemas de operação na manhã deste domingo (23). Relatos nas redes sociais e na plataforma Downdetector apontavam que o sistema chegou a ficar indisponível

O Banco Central diz que equipe técnica identificou instabilidade nos sistemas, o que gerou dificuldades nas transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram restabelecidos e, segundo a autoridade monetária, o Pix funciona normalmente.
Na Downdetector, os relatos de falhas começaram por volta das 6h30, com pico de queixas às 8h17, quando mais de 2.400 reclamações foram registradas. A partir das 9h, o volume de queixas caiu. Em redes como o X (ex-Twitter), após esse horário usuários relatavam ter conseguido concluir suas transferências.
A Folha de S. Paulo apurou que a instabilidade ocorreu entre 6h45 e 8h45 e que até o momento a conclusão de equipe técnica do BC descarta ataque cibernético, vazamento de dados ou desvio de dinheiro de recursos. Um relatório sobre a ocorrência deve ficar pronto neste domingo ou na segunda (24).No Banco Central, o caso é tratado como uma instabilidade, e não um falha geral, pois, apesar das dificuldades, alguns clientes teriam conseguido fazer operações por meio do Pix.
O Pix é o principal meio de pagamento eletrônico do país. Segundo o Banco Central, o sistema movimentou R$ 35 trilhões em 2025, com quase 80 bilhões de transações realizadas ao longo do ano. Em dezembro, 148 milhões de pessoas físicas utilizaram a ferramenta, com crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Quase 13 milhões de empresas utilizam o Pix.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.


