
O Estado do Amazonas registrou um aumento de 20% no número de focos de calor durante o mês de agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com 1.445 focos de queimadas já contabilizadas, a maior concentração de incêndios se localiza no Sul do estado, onde o município de Apuí lidera o ranking de queimadas. A capital, Manaus, também enfrenta uma elevação expressiva nas queimadas urbanas e florestais.
O município de Apuí lidera a lista de cidades com o maior índice de ocorrências, com 532 focos de incêndio registrados. Em segundo lugar está Novo Aripuanã, que contabilizou 214 focos. Somadas, as duas cidades concentram 746 focos, respondendo por mais da metade de todos os registros do estado.
O evantamento inclui outras cidades amazonenses com registros significativos: Maués, Manicoré, Lábrea, Humaitá, Manacapuru, Autazes, Careiro e Canutama.
Impactos na Saúde e na Economia
A proliferação da fumaça traz graves consequências diárias para a população amazonense:
- Saúde Pública: A inalação contínua de partículas finas dispara o atendimento em prontos-socorros por crises respiratórias, como asma, bronquite e rinite, atingindo principalmente crianças e idosos. O acúmulo de fuligem também provoca irritações oculares e problemas cardiovasculares severos.
- Economia Local: O nevoeiro denso compromete a visibilidade marítima e aérea, gerando paralisações no transporte de mercadorias pela hidrovia e atrasos em voos. Além disso, a degradação ambiental prejudica a produtividade agrícola regional, encarece o sistema de saúde público e afasta investimentos no ecoturismo.
Como Denunciar
Provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental (Lei nº 9.605/1998). A população pode denunciar anonimamente pelos seguintes canais:
- Linha Verde do IPAAM: (92) 2123-6700 / (92) 98455-7379 (WhatsApp)
- Corpo de Bombeiros: 193 (para emergências e combate a incêndios ativos)
- Polícia Militar / Batalhão Ambiental: 190
- Disque Denúncia do Ministério Público: 127
O fogo das queimadas e dos grandes incêndios em áreas naturais consome florestas, campos e a saúde do brasileiro. Nos dias de queimadas mais intensas na Amazônia, por exemplo, há um aumento de 23% de internações por causas respiratórias e 21% por cardiovasculares em todo o Brasil, alertam cientistas.
O dado está numa revisão da literatura científica sobre o tema publicada esta semana e surge num momento em que se adverte que um El Niño muito forte deve atingir o país no segundo semestre deste ano e, com ele, o aumento do risco do fogo.


