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Vídeo registra momento em que inundação repentina atinge o Nepal

Imagens de câmeras de segurança registradas nesta quarta-feira (26) mostram pessoas tentando fugir segundos antes de um deslizamento de terra devastador atingir a passagem de fronteira entre o Nepal e a China.

A agência de notícias Reuters conseguiu confirmar o local com base nos edifícios, no rio, no traçado da estrada e no relevo, elementos que coincidiam com imagens de arquivo e de satélite da região.

A data foi confirmada pela marcação de tempo nas imagens do circuito interno de TV. Tanto o governo do Nepal quanto o da China relataram o deslizamento de terra.

O administrador do distrito de Rasuwa informou à Reuters que poderia haver um grande número de vítimas ou danos materiais em decorrência do evento de 26 de agosto.

O presidente chinês, Xi Jinping, pediu esforços intensivos de busca pelos desaparecidos, bem como sistemas mais robustos de monitoramento e alerta precoce para prevenir desastres secundários.

Pelo menos 384 turistas, incluindo 291 estrangeiros, foram dados como desaparecidos após inundações torrenciais na área de fronteira com o Tibete, no Nepal — nação situada na região do Himalaia —, nesta quarta-feira, informou o órgão de turismo do país.

Entre os estrangeiros desaparecidos estão 105 indianos, segundo o órgão. As nacionalidades das pessoas listadas como desaparecidas incluem viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia.

Pelo menos 31 pessoas morreram em decorrência das inundações.

A agência de notícias oficial da China, Xinhua, informou que o deslizamento de terra ocorreu no lado nepalês e atingiu o porto de Gyirong, interrompendo estradas, comunicações e o fornecimento de energia na região de Shigatse, próxima à fronteira com o Nepal, mas não forneceu mais detalhes.

O líder da China, Xi Jinping, ordenou esforços de busca e resgate em grande escala para encontrar os desaparecidos, informou a agência estatal de notícias chinesa Xinhua.

As informações ainda estão “sendo verificadas e checadas em conjunto com agências de viagens, guias, autoridades locais e órgãos de segurança”, publicou o conselho de turismo.

Perdas humanas

Enchentes torrenciais deixaram dezenas de mortos e destruíram estradas, pontes e projetos de energia nesta quarta-feira (26), enquanto autoridades de ambos os países se preparavam para mais vítimas e danos ainda maiores.

O deslizamento de terra interrompeu o acesso às estradas, às comunicações e ao fornecimento de energia na região, informou a Xinhua.

Casas e estradas foram arrastadas no Nepal, enquanto autoridades no Tibete expressaram temor de “grandes perdas humanas”, com relatos de desaparecidos no condado de Gyirong após um deslizamento de lama atingir uma passagem terrestre entre os dois vizinhos.

Helicópteros de resgate não conseguiram pousar nas áreas afetadas de Syapru Besi e Timure, no distrito montanhoso de Rasuwa — que possui uma população de cerca de 50 mil habitantes —, pois o rio estava transbordando do seu leito, informaram as autoridades.

Imagens de televisão mostraram casas desmoronadas em meio às águas da enchente, carros sendo levados pela correnteza e uma ponte de metal sendo arrastada, enquanto testemunhas relataram à Reuters que as águas inundaram vilarejos inteiros.

“Pode haver um grande número de vítimas ou perdas materiais”, disse o administrador distrital Narendra Pariyar, que instou os moradores das margens do rio Bhote Koshi a buscarem áreas mais elevadas, após relatos de vilarejos e canteiros de obras sendo varridos pela água.

“Há devastação por toda parte”, disse à Reuters Tula Bahadur BK, um agente de saúde em Rasuwa. “Os assentamentos próximos ao rio foram completamente destruídos e levados pela água. Cinco parentes meus estão desaparecidos.”

Os helicópteros de resgate do Nepal não conseguiriam pousar nas áreas afetadas até que as águas baixassem, afirmou o porta-voz do exército, Raja Ram Basnet.

A causa da inundação não ficou imediatamente clara, mas uma enchente repentina e fatal ocorrida no mesmo rio no ano passado foi atribuída, posteriormente, ao esvaziamento de um lago glacial.

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