Serviços não financeiros são todas as atividades econômicas voltadas para o atendimento de necessidades práticas ou intelectuais que não envolvem operações bancárias, de crédito, investimentos ou seguros.

O setor de prestação de serviços não financeiros gerou R$ 2,1 trilhões em valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, empregando 15,9 milhões de pessoas com uma remuneração média de 2,2 salários mínimos mensais. Os dados integram a nova edição da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (27), que mapeou a estrutura econômica do segmento abrangendo áreas como transporte, tecnologia, alimentação, turismo e educação.
No Amazonas, a dinâmica do setor ganha contornos próprios impulsionados pelas especificidades geográficas da região e pelo Polo Industrial de Manaus. Enquanto no cenário nacional as atividades de alimentação representam o maior contingente de mão de obra (11,7% dos postos), no estado a demanda por logística de transportes (sobretudo o modal aquaviário e aéreo) e serviços técnicos de apoio às indústrias e ao comércio assume papel central na geração de emprego e renda.
A pesquisa destacou que as maiores médias salariais do país estão concentradas nos segmentos de transporte infraestrutural: o transporte dutoviário lidera nacionalmente com média de 21,1 salários mínimos, seguido pelo aquaviário (6,9) e aéreo (6,6). No contexto amazonense, onde o transporte fluvial e aéreo são vitais para a integração territorial e o escoamento de suprimentos, esses setores de alta qualificação técnica representam um vetor relevante de remunerações acima da média regional.
Destaques do setor no país:
- Maiores empregadores: Alimentação (11,7%), Serviços técnico-profissionais (11,2%) e Apoio administrativo (8,3%).
- Maiores salários: Transporte dutoviário (21,1 SM), Aquaviário (6,9 SM) e Aéreo (6,6 SM).
- Massa salarial total: R$ 644,2 bilhões distribuídos por 1,9 milhão de empresas ativas.
Embora o IBGE ressalte que mudanças metodológicas impeçam a comparação direta com anos anteriores, os resultados reafirmam que o setor de serviços atua como o principal motor de valor adicionado ao PIB brasileiro, com reflexo direto na dinamização do mercado de trabalho local.
No Amazonas, onde o ecossistema econômico combina a forte presença do Polo Industrial de Manaus (PIM) com gargalos logísticos e regionais, o segmento de serviços atua como uma engrenagem indispensável. As atividades de suporte administrativo, vigilância, tecnologia da informação e serviços técnico-profissionais garantem a infraestrutura operacional das indústrias e do comércio local.
Destaques do Setor no Brasil
- Geração de Emprego: O setor empregou 15,9 milhões de pessoas, tendo o segmento de atividades de alimentação como o maior empregador (11,7% dos postos de trabalho), seguido por serviços técnico-profissionais (11,2%).
- Remuneração Média: A média salarial nacional ficou em 2,2 salários mínimos. O transporte dutoviário liderou o ranking de remuneração (21,1 salários mínimos), impulsionado pela alta exigência técnica e risco da atividade.
- Massa Salarial e Valor Adicionado: As empresas do setor injetaram R$ 644,2 bilhões em salários e remunerações na economia, adicionando R$ 2,1 trilhões ao PIB nacional.
Apesar da interrupção da série histórica do IBGE devido a ajustes metodológicos, os números confirmam que os serviços permanecem como a principal fonte de valor adicionado e geração de renda para a população.


