
O argentino Mariano Navone, de 25 anos, precisou superar dificuldades financeiras no início da carreira antes de chegar ao grupo dos 50 melhores tenistas do mundo. Atual número 49 do ranking da ATP, ele surpreendeu Novak Djokovic na estreia do US Open, na segunda-feira (31).
Navone teve o primeiro contato com o tênis aos três anos, mas só passou a se dedicar integralmente ao esporte aos 18, em 2019. Sem patrocinadores, chegou a enviar e-mails em busca de apoio financeiro e contatos que pudessem contribuir para a continuidade da carreira.
Com a ajuda do jornalista Marcos Zugasti, o argentino buscou empresas e possíveis investidores. O esforço permitiu que ele seguisse competindo e avançasse no circuito profissional.
A recompensa veio no US Open. Navone derrotou Djokovic por 3 sets a 2, com parciais de 7/6 (7/5), 5/7, 4/6, 6/2 e 6/1, em uma partida que durou quatro horas e 36 minutos.
Djokovic sentiu o desgaste físico durante o confronto e chegou a vomitar à beira da quadra no terceiro set. A vitória teve um significado especial para Navone, que considera o sérvio um de seus ídolos, ao lado do argentino David Nalbandian.
Ascensão no circuito
Navone alcançou a 29ª posição do ranking mundial em julho de 2024, sua melhor marca na carreira. Em 2026, voltou ao top 50 e vem recuperando espaço no circuito profissional.
Antes do US Open, o principal resultado da temporada havia sido a conquista do primeiro título de nível ATP. O argentino venceu o ATP 250 de Bucareste, na Romênia, ao derrotar o espanhol Daniel Mérida na final.
O desempenho também rendeu a Navone uma convocação para a equipe argentina na Copa Davis. Ele integrou o grupo que enfrentou a Turquia pelo Grupo Mundial I, ao lado de Francisco Cerúndolo, Thiago Tirante, Andrés Molteni e Guido Andreozzi.


