
Morreu nesta quarta-feira (2), o ator e diretor Gracindo Júnior, 83 anos, um dos mais importantes artistas da dramaturgia brasileira, em sua casa, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por Pedro Gracindo, filho do artista de causas naturais. Em mais de 50 anos foram dedicados à arte no teatro, rádio e cinema — e participou da inauguração da Globo, em 1965.
Nascido em 21 de maio de 1943, no Rio de Janeiro, Gracindo Junior começou cedo na dramaturgia. Aos 15 anos começou a trabalhar na Rádio Nacional, onde seu pai, o ator Paulo Gracindo (1911-1995), vivia o auge da carreira como galã de radionovelas e apresentador de programas de auditório.
Militante do Partido Comunista, o ator foi perseguido pela Ditadura Militar em 1964, ficando impedido de tabalhar na rádio.
Em 1965, participou da inauguração da Globo e atuou na segunda novela do canal, Rosinha do Sobrado. Entre seus trabalhos de destaque estão: “O Bem Amado”, de Dias Gomes e “O Casarão”, de Lauro César. Ele também esteve nos sucessos “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda” e “Explode Coração”. Em 2003 fez a novela “Celebridade”, onde teve enorme destaque.
Mas recentemente, o artista esteve em produções como “Cidadão Brasileiro” (2006) e “Rei Davi” (2012), da Record.
O velório, aberto ao público, está previsto para esta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. A cremação foi marcada para as 14h10.
Ele deixa 5 filhos, 7 netos e a esposa, Daisy Poli, com quem estava havia mais de 50 anos.


