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Seca preocupa empresários de flutuantes que buscam soluções em Manaus

Nesta terça-feira (6), o nível do Rio Negro registrado pelo Porto de Manaus, chegou a 24,93 metros. Uma redução de 14 centímetros em comparação com o dia anterior.

A iminência de mais um período de estiagem severa no Amazonas acende o alerta máximo entre os proprietários de flutuantes no Rio Tarumã, afluente do Rio Negro. A rápida descida do nível das águas traz insegurança financeira, ameaça postos de trabalho e exige manobras estruturais arriscadas para evitar prejuízos materiais. Além da queda na atividade, a seca exige mudanças na própria estrutura dos flutuantes. Equipamentos instalados em áreas mais profundas precisam ser retirados para evitar danos à medida que o rio baixa.

Situação Atual dos Estabelecimentos

  • Inviabilidade Operacional: Com o assoreamento do leito do rio, a navegação e a acostagem ficam comprometidas, forçando o paralisação total de atividades comerciais ao atingir marcas críticas de profundidade (como 17 metros no Rio Negro).
  • Paralisação das Estações de Tratamento: A redução do nível da água exige a desativação das estações de tratamento para evitar danos aos equipamentos, tornando o funcionamento sanitário inviável.
  • Impacto Econômico e Social: Redução drástica no quadro de funcionários por meio de demissões e férias coletivas, afetando diretamente a renda de famílias que dependem do ecossistema do Tarumã.
  • Riscos Estruturais e de Segurança: Estruturas correm o risco de inclinar e quebrar caso encalhem em fundos irregulares, além de ficarem vulneráveis a furtos devido ao esvaziamento da região.

Além do impacto financeiro, a empresária também reforça a preocupação com a segurança dos imóveis durante a estiagem. Com menos movimentação no Tarumã e vários flutuantes fechados, aumenta o risco de furtos.

Flutuantes são estruturas construídas ou instaladas sobre a água, geralmente sustentadas por boias, tambores, estruturas metálicas ou outros materiais que permitem que elas permaneçam na superfície. Na Amazônia, o termo é muito usado para se referir a casas, restaurantes, bares, postos de combustível, lojas ou outros estabelecimentos construídos sobre rios e lagos.

Por isso, antes da vazante mais intensa, os proprietários reforçam as amarrações, ajustam estruturas e retiram equipamentos de maior valor.

A seca também exige atenção ao posicionamento das estruturas. Segundo Nádia, se o flutuante ficar sobre uma área irregular ou próximo a um barranco, pode inclinar e sofrer danos.

Medidas de Adaptação e Perspectivas de Melhora

  • Migração Temporal para as Praias: Adaptação do modelo de negócio para estruturas simplificadas de bar, restaurante e lazer nas áreas de praia que se formam durante a vazante.
  • Remanejamento para Águas Profundas: Reboque e reancoragem dos flutuantes em pontos do rio com maior calado para estender a operação com segurança.
  • Planejamento Preventivo: Transparência com os clientes mantendo reservas condicionadas ao nível da água, além da retirada prévia de equipamentos de alto valor para mitigar perdas financeiras.

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