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Marinha e SGB realizam maior campanha isotópica da Amazônia

Uma cooperação entre a Marinha do Brasil e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) concluiu a maior expedição de monitoramento isotópico já realizada no país. Durante a missão, ocorrida entre julho e agosto, o Navio Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco” percorreu cerca de 1.700 quilômetros do Rio Solimões para coletar amostras de água, chuva, solo e vegetação. A iniciativa busca mapear a “assinatura” da água na Bacia Amazônica, permitindo aos cientistas entender a origem da umidade, as rotas de chuva e o impacto do degelo e do escoamento no regime hídrico da região.

Além dos pesquisadores do SGB, a comissão científica contou com especialistas da Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A ação integra o programa Global Network of Isotopes in Rivers, da Agência Internacional de Energia Atômica, e dá continuidade aos estudos iniciados em 2025. O banco de dados gerado pela pesquisa ajudará a monitorar a dinâmica das secas que afetam as comunidades locais e a entender o ciclo hidrológico de longo prazo na Amazônia.

A expedição também trouxe ganhos práticos para a logística regional. Em atendimento a uma demanda da Petrobras para o transporte de petróleo e gás extraídos em Coari (AM), a Marinha realizou levantamentos hidrográficos ao longo do percurso. Com o uso de ecobatímetros de alta precisão, foram mapeadas as profundidades e os obstáculos do leito do rio, gerando dados cruciais para atualizar as cartas náuticas oficiais da Diretoria de Hidrografia e Navegação e garantir a passagem segura de navios de grande porte pela Amazônia Ocidental.

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