
O futuro da Amazônia é uma discussão que atravessa o território e as escolhas de cada geração. Foi a partir dessa perspectiva que estudantes da Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida, no bairro Aparecida, em Manaus, participaram de uma atividade do Projeto “Sementes do Amazonas”, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM), durante a Conferência Local das Juventudes (LCOY), nesta quinta-feira (02/09).
A formação integrou o eixo Justiça Intergeracional e Direito à Natureza e foi conduzida pelos defensores públicos Renata Visco e Eliaquim Antunes, com estudantes da 1ª e 2ª séries do Ensino Médio.
A defensora Renata Visco destacou a importância de aproximar os jovens do debate sobre clima e direitos, utilizando uma linguagem acessível e relacionada à realidade amazônica. De acordo com o Painel Crianças e Meio Ambiente, lançado pelo Unicef, o Amazonas ocupa o segundo lugar entre os estados do país com maior índice de vulnerabilidade socioambiental e climática entre crianças e adolescentes.
“A Defensoria Pública desenvolve esse projeto para estar perto dos estudantes, empoderá-los sobre a realidade do Amazonas e sobre a importância de terem conhecimento sobre direito ambiental e como isso impacta as futuras gerações”, disse.
Ao longo do encontro, os estudantes refletiram sobre os impactos das escolhas feitas no presente sobre as próximas gerações. Para o defensor Eliaquim Antunes, ouvir a perspectiva dos jovens é fundamental para ampliar a participação nas decisões que terão impacto na vida deles.
“Levar esse debate para a escola é fundamental porque os jovens não são apenas destinatários das decisões sobre o futuro: são sujeitos de direitos no presente e precisam ter voz na construção das escolhas que definirão o mundo em que irão viver”, afirmou.
Conferência da Juventude
A LCOY é uma etapa territorial do processo de participação das juventudes nas discussões sobre clima e meio ambiente. As conferências locais reúnem jovens para identificar desafios, construir propostas e ampliar a participação da juventude nos espaços de decisão sobre a agenda climática.
Em Manaus, a edição deste ano é realizada pela rede Global Shapers Community Manaus e liderada por Eduardo Cavalcante, que destacou que o objetivo de levar a discussão para o ambiente escolar é fortalecer o protagonismo dos jovens diante dos desafios climáticos.
“A juventude precisa ser reconhecida como parte das decisões do presente. Quando tratamos essas temáticas nas escolas, conseguimos criar um espaço em que os estudantes se reconhecem como sujeitos capazes de propor mudanças”, declarou.
Ao longo da conferência, os participantes irão construir uma carta local que contribuirá para a Declaração da Juventude Brasileira, reunindo as demandas e proposições das diferentes juventudes do país. As contribuições serão levadas à Conferência Internacional da Juventude (COY) e à Conferência das Partes (COP), que ocorrerá em novembro, em Antália, na Turquia.


