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Com 93% de aprovação para subsídio do gás; 1,7 milhão de amazonenses recebem vale

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva para o Sindigás revelou que 93% dos brasileiros são favoráveis a políticas públicas que ajudem famílias de baixa renda a comprar botijões de gás de cozinha (GLP). O respaldo é amplo em todas as camadas sociais, alcançando 91% nas classes A e B e 95% nas classes C, D e E. Para 88% dos entrevistados, o produto é parte essencial da segurança alimentar do país.

Essa percepção ganha escala com o programa Gás do Povo (Lei nº 15.348/2026), desenhado para beneficiar 17 milhões de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo — um alcance três vezes maior que o antigo Auxílio Gás. Em 2026, o orçamento da medida recebeu um aporte extraordinário de R$ 300 milhões, totalizando R$ 5,4 bilhões para absorver os impactos da alta do petróleo e da cotação internacional, já que o Brasil importa cerca de 20% do GLP consumido.

No Amazonas, o subsídio federal de gás de cozinha (programa Gás do Povo / Vale Gás) beneficia ativamente mais de 185 mil famílias, com estimativa de expansão progressiva para alcançar até 546 mil famílias cadastradas no estado.

Como acessar o benefício

Não é necessário realizar um cadastro exclusivo ou fazer um requerimento separado apenas para o subsídio do gás. A seleção é realizada automaticamente pelo Governo Federal a partir do banco de dados do Cadastro Único (CadÚnico).

1. Requisitos para ter direito

  • Estar no CadÚnico: Ter inscrição ativa no Cadastro Único com dados atualizados nos últimos 24 meses.
  • Renda familiar: Ter renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo.
  • Prioridades: Famílias inscritas no Bolsa Família ou com beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), além de mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas de urgência.

Como saber se você foi contemplado

Você pode consultar se o benefício está disponível pelo CPF usando os seguintes canais:

  1. Aplicativos no celular:
    • App Meu Social – Gás do Povo.
    • App Bolsa Família ou Caixa Tem.
  2. Internet:
    • Portal do Gás do Povo (gasdopovo.mds.gov.br).
    • Portal Cidadão da Caixa (cidadao.caixa.gov.br).
  3. Telefones gratuitos:
    • Disque Social do MDS: 121.
    • Atendimento Caixa: 111 ou 0800 726 0207.

Como resgatar o botijão de gás

Após ter o vale liberado:

  1. Dirija-se a uma revenda de gás credenciada (identificada no aplicativo ou no site do programa) levando o botijão vazio.
  2. Para liberar a recarga, apresente um dos meios de validação:
    • Cartão do Bolsa Família (com chip e senha);
    • Cartão de débito da Caixa (com senha); ou
    • CPF do Responsável Familiar e o código de validação enviado por SMS (mantenha o número de celular atualizado no app Caixa Tem).

Caso você ainda não esteja no CadÚnico ou precise atualizar suas informações, procure o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou o setor do Cadastro Único da sua prefeitura no seu município.

Todavia programa ganha contornos desafiadores na região. Por depender do transporte fluvial ao longo das calhas dos rios, o estado registra historicamente preços do botijão de 13 kg muito superiores à média nacional. Em municípios do interior, como Tefé, Tabatinga ou São Gabriel da Cachoeira, o custo do frete encarece o produto, tornando o subsídio federal fundamental para evitar a regressão energética.

A pesquisa aponta que 85% dos brasileiros reconhecem que a impossibilidade de comprar o botijão empurra famílias para fontes inseguras, como lenha e carvão — uma realidade ainda presente nas comunidades ribeirinhas e periféricas da região amazônica.

Segurança e regulação em pauta

O levantamento mostra que a segurança é o item mais relevante para 94% dos consumidores no ato da compra, superando o próprio preço. Outros 89% preferem botijões de empresas com marcas consolidadas e gravadas no recipiente. Os dados respaldam a decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de suspender a reforma regulatória que previa a venda fracionada e o fim da exclusividade de marcas. A agência optou por focar os esforços na fiscalização contra preços abusivos e na garantia dos repasses sociais, preservando a rastreabilidade e a segurança do abastecimento.

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