
Os sucessivos recordes de temperatura em Manaus acenderam o alerta das autoridades de saúde para o risco de choque térmico e intermação. Provocada pelo calor excessivo e por mudanças bruscas de temperatura, a condição impede que o corpo regule sua própria temperatura, sobrecarregando os sistemas cardiovascular, respiratório e neurológico.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), orienta que a população fique atenta aos primeiros sinais do problema. Embora alguns sintomas iniciem de forma leve — como dor de cabeça, tontura e náuseas —, o quadro pode evoluir para complicações graves, incluindo desmaios, convulsões, infarto e até coma, sobretudo quando a temperatura corporal ultrapassa os 40ºC.
Diante do agravamento das temperaturas no município, impulsionado por mudanças climáticas e pelo fenômeno El Niño, os profissionais ressaltam que o socorro imediato é fundamental para conter os danos à saúde.
Primeiros socorros e quando acionar o Samu
Ao notar uma pessoa afetada pelo calor extremo ou pela variação térmica, a recomendação é agir rápido:
- Remoção de ambiente: Encaminhe a pessoa para um local fresco, sombreado e bem ventilado.
- Resfriamento corporal: Afrouxe ou retire o excesso de roupas. Utilize ventiladores e aplique compressas ou panos com água fria na testa e no pescoço.
- Hidratação: Ofereça água em pequenos goles apenas se a vítima estiver totalmente consciente e alerta.
- Atendimento de emergência: Caso surgam sintomas graves — como desmaio, febre alta, convulsões, confusão mental ou vômitos intensos —, acione o Samu imediatamente pelo número 192.
Prevenção e grupos de risco
A prevenção exige hábitos simples no dia a dia. Especialistas recomendam beber bastante água, usar roupas leves e de cores claras, evitar a prática de atividades físicas nos horários mais quentes e não transitar bruscamente entre ambientes com temperaturas extremas. O cuidado deve ser redobrado com crianças, idosos, portadores de doenças crônicas (como diabetes e hipertensão) e trabalhadores expostos ao sol ou a locais confinados.
A Semsa aproveita para esclarecer um mito popular: variações bruscas de temperatura não causam paralisia facial. Essa condição, conhecida como Paralisia de Bell, decorre de processos infecciosos que inflamam o nervo facial e exige avaliação médica para diagnóstico e tratamento precoces.


