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Comércio do Amazonas avança 0,7% em julho e contraria queda registrada na média nacional

Enquanto o varejo brasileiro sentiu o impacto da “ressaca” pós-Copa do Mundo e registrou recuo no último mês, o comércio varejista do Amazonas seguiu no caminho oposto. Em julho, o setor no estado cresceu 0,7% na comparação com junho, impulsionando os resultados positivos no cenário local.

Com o desempenho recente, o Amazonas acumula alta de 0,3% no ano e chega a 0,5% no período de 12 meses. O avanço contrasta com o resultado do país, que apresentou retração de 0,8% no mês, influenciado pelo pico de consumo focado em itens da Copa — como eletrodomésticos e artigos de papelaria — que havia concentrado as compras nos meses anteriores.

Na média nacional, o movimento desacelerou o ritmo de crescimento do país para 1,6% no acumulado de 12 meses, com cinco das oito atividades pesquisadas em queda. No Amazonas, contudo, o comércio manteve a trajetória de recuperação gradual.

Os dados pertencem à Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento completa a série de indicadores conjunturais do mês, que também apontaram estabilidade no setor de serviços (0%) e leve alta na indústria brasileira (0,2%).

Bares e restaurantes

O setor de bares e restaurantes manteve sua trajetória positiva em agosto, registrando uma alta de 7,4% nas vendas em comparação ao mesmo mês de 2025, de acordo com o Índice Abrasel-Stone. O resultado marca o 11º mês consecutivo de expansão na base anual. No entanto, na variação mensal (frente a julho), houve uma leve retração de 0,2%, sinalizando uma acomodação do mercado após o salto de 10,4% observado no mês anterior.

A expansão foi disseminada pelo país, com 23 dos 24 estados pesquisados apresentando avanço anual. A Região Norte registrou um crescimento médio de 6,5%, impulsionada por desempenhos consistentes em seus estados. Nesse contexto, o Amazonas destacou-se ao acompanhar a tendência de sustentação das vendas do setor, impulsionado pela manutenção da renda e do emprego local, figurando entre as UFs que ajudaram a consolidar o resultado positivo nortista frente a retração isolada verificada em Tocantins (-1,6%).

Panorama Geral dos Estados

  • Maiores altas: Paraíba (+18,8%), Sergipe (+16,8%), Alagoas (+12,9%), Rondônia (+12,8%) e Mato Grosso (+12,5%).
  • Regiões: O Nordeste liderou o ritmo de expansão (+10,3%), seguido pelo Centro-Oeste (+7,3%), Sudeste (+7,1%), Norte (+6,5%) e Sul (+6,0%).

Além disso, Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, alerta que a alta no faturamento não significa aumento direto na lucratividade. Para não afastar os clientes, empresários do setor — inclusive no Amazonas e em outros polos regionais — têm absorvido parte da alta dos custos operacionais sem repassá-la integralmente aos cardápios, reduzindo as margens de lucro para manter a competitividade.

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