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Trabalhadores da Coca-Cola paralisam entrega de produtos em Manaus

Trabalhadores da Solar Coca-Cola em Manaus paralisaram as atividades nesta quinta-feira (17) para cobrar melhores condições de trabalho. O presidente do SindCargas (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargas), Carlos Gonzaga, disse que 100 caminhões de entrega de refrigerantes estarão parados. A greve afeta a armazenagem e distribuição.

Segundo Carlos Gonzaga, o serviço de armazenagem e distribuição é feito por operadores de empilhadeira, que organizam os paletes no estoque, e os conferentes, responsáveis por checar se as cargas batem com as notas fiscais.

Além deles, os manobristas posicionam as carretas nas docas de carregamento. Na etapa de entrega urbana, destacam-se os motoristas, que conduzem os caminhões pelas rotas comerciais, e os ajudantes, que realizam o descarregamento físico dos produtos nos estabelecimentos.

Carlos Gonzaga disse que a paralisação não foi planejada. Segundo ele, o sindicato foi até a empresa apenas para uma visita de rotina e, durante conversas informais com os trabalhadores, começou a receber denúncias sobre a rotina de trabalho.

De acordo com Gonzaga, os problemas relatados pelos funcionários incluem a falta de itens básicos, como copos descartáveis e papel higiênico, além de condições consideradas inadequadas para o transporte de carga. Ele afirmou que caminhões com cerca de cinco toneladas de bebidas circulam com apenas um ajudante, o que classificou como um problema sério.

Outra queixa é sobre o pagamento das comissões. Segundo o sindicalista, os trabalhadores só recebem o valor comissionado se atingirem uma meta mínima de entrega, independentemente de estarem acima ou abaixo do piso salarial.

Gonzaga contou que, após o primeiro contato com os colaboradores, o sindicato passou a receber mais relatos por telefone e WhatsApp, o que motivou a decisão de paralisar os serviços.

Segundo ele, o sindicato vai formalizar um documento com as demandas dos trabalhadores para negociar cada ponto com a empresa. A expectativa é que as atividades sejam retomadas somente depois que a Coca-Cola apresentar uma resposta às reivindicações.

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