
Sabrina Cuba Ferreira, juíza da 2ª Vara de Execução Penal do Amazonas, determinou nesta segunda-feira (28) a progressão de regime de Cleusimar Cardoso, mãe da ex-sinhazinha Djidja Cardoso. Após cerca de dois anos e meio no regime fechado, ela passará ao semiaberto e deverá utilizar tornozeleira eletrônica para o monitoramento do cumprimento da pena.
Com a decisão, Cleusimar deixará o regime fechado nesta terça-feira (29) e passará a cumprir a pena sob as condições estabelecidas pela Justiça. A mudança permite maior circulação, mas mantém uma série de obrigações e restrições determinadas pelo juízo da execução penal.
Como funcionará o regime semiaberto
No regime semiaberto, a pessoa condenada passa a ter maior possibilidade de circulação do que no regime fechado, mas continua submetida às regras da execução penal e à fiscalização da Justiça.
Cleusimar deve manter o equipamento em funcionamento, não pode violar ou danificar o dispositivo, prestar serviço comunitário, não ingerir bebida alcóolica e cumprir as restrições de deslocamento estabelecidas na decisão judicial. Também deve comunicar eventuais mudanças de endereço ou outras situações previstas nas condições impostas.
O descumprimento das regras pode resultar em medidas mais rigorosas e, dependendo da situação, até na regressão para um regime mais severo.
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Condenação no caso Djidja
Cleusimar foi condenada a 10 anos e 11 meses de reclusão por tráfico de drogas e associação para o tráfico no processo relacionado à Operação Mandrágora.
A sentença também condenou outras seis pessoas investigadas no caso. Entre os condenados estão Ademar Farias Cardoso Neto, irmão de Djidja, que recebeu a mesma pena de 10 anos e 11 meses, e Verônica da Costa Seixas, condenada a 10 anos.
Outros três réus foram absolvidos na mesma decisão.
Relembre o caso Djidja Cardoso
Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta em 28 de maio de 2024, dentro de sua residência, em Manaus. A investigação da Polícia Civil do Amazonas levou à Operação Mandrágora, que passou a apurar o uso e a distribuição de cetamina entre pessoas próximas à família.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, Cleusimar, Ademar e Verônica integravam o núcleo apontado como responsável por adquirir, guardar, fornecer e ministrar cetamina. As investigações também envolveram os salões Belle Femme e a seita chamada “Pai, Mãe, Vida”.
A morte de Djidja desencadeou uma investigação que ganhou repercussão nacional e resultou na prisão de familiares e pessoas próximas à ex-sinhazinha.


