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Filmes do Festival Olhar do Norte estão disponíveis gratuitamente

Plataforma Itaú Cultural Play apresenta até 12 de outubro 32 produções de sete estados que integraram o evento

Quem não conseguiu acompanhar todos os filmes da oitava edição do Festival Olhar do Norte durante as sessões em Manaus ainda pode conferir parte da programação. Até 12 de outubro, 32 produções de sete estados brasileiros estão disponíveis gratuitamente na Itaú Cultural Play (IC Play), ampliando o acesso às obras exibidas pelo festival realizado em setembro. 

Do drama à ficção científica, passando pelo documentário, suspense, terror, animação e experimental, as produções do Olhar do Norte percorrem diferentes territórios, tempos e experiências. Os filmes vêm de sete estados – Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins – e abordam relações familiares, memória, ancestralidade, conflitos territoriais, questões sociais e as transformações da Amazônia, combinando narrativas íntimas a reflexões sobre o território.

Entre os títulos está “Capim” (2026), de Júlia Munhoz e Caio Pimenta, que acompanha os Xavante de Marãiwatsédé após a retomada de seu território, onde a comunidade encontra o pasto no lugar da mata sagrada e precisa conciliar preservação e sobrevivência. Em “Tukàn – a semente plantada” (2025), de Taciano Brito e Silvio Guajajara, diante de um câncer terminal, Silvio decide dedicar-se à construção da primeira universidade indígena em seu território. O próprio Guajajara também codirige o documentário e é uma liderança indígena do Maranhão.

A memória e o pertencimento aparecem em “A terra das estrelas distantes” (2026), de Felipe Aufiero, sobre um jovem manauara que viaja em busca de suas raízes, em uma narrativa que entrelaça passado e presente da Amazônia. Em “O olhar de Antônio” (2026), de Glória Albues, fotografias feitas desde os anos 1980 por um fotógrafo autodidata registram personagens, festas populares, arquitetura e a vida ribeirinha de Rosário Oeste, no Mato Grosso. Já “Umassuma – lascas de memórias” (2025), de Guaracy Britto Jr. e Andrei Miralha, acompanha a relação de um homem com as árvores, especialmente com uma samaumeira.

O imaginário amazônico ganha contornos fantásticos e futuristas em “Ybi” (2026), de Eliza Telles e Begê Muniz, no qual uma cientista atravessa uma Amazônia devastada em busca do último vestígio de regeneração do planeta e encontra uma menina indígena guardiã da última floresta viva.

Em “Zona XYZ” (2026), de Ricardo Manjaro e Henrique Amud, uma Manaus sufocada pela fumaça é o cenário para a história de um presidiário enviado a misteriosas Zonas de Coleta após vender sua sentença a uma empresa do Distrito Industrial. Já “Através da sacada” (2026), de Ana V. Araújo, imagina um futuro em que a luz do sol queima a pele e a população só pode sair de casa à noite.

Entre as narrativas sobre relações afetivas está “Crescente” (2026), de Maurício Moraes, que acompanha o reencontro de Fábio e Igor duas décadas depois de uma separação. “Kika não foi convidada” (2025), de Juraci Júnior, aborda amizade, empatia e acolhimento a partir da história de uma menina excluída de uma festa de aniversário. O curta venceu, em setembro de 2026, o Prêmio Itaú Cultural Play na 4ª edição do CINE RO. 

Já “Magrela” (2026), de Gian Danton, acompanha um operário que perde sua bicicleta, sua maior fonte de alegria, em uma história que revela a realidade dos invisíveis e adapta para a Amazônia o conto “O Capote”, de Nikolai Gógol.

A seleção inclui ainda histórias de suspense e terror, como “Mala preta” (2025), de Áurea Maranhão, sobre uma jovem que foge do próprio casamento levando documentos capazes de destruir uma dinastia política, e “Poronga” (2026), de Rafael Rogante, que acompanha dois seringueiros em uma luta pela sobrevivência na floresta amazônica. O filme conquistou o Prêmio Itaú Cultural Play e também venceu nas categorias Melhor Maquiagem, com Vanúbia Soares, e Melhor Figurino, com Osmar Scarpatti, na Mostra Amazônia Curtas.

Já “Quem é que vai nos proteger agora?!” (2026), de Eric Max, vencedor do Voto Popular de Melhor Filme da Mostra Olhar Panorâmico, mistura luto, memória e realidade durante a produção de um filme amador.

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.

8ª edição

A oitava edição também marcou a estreia da mostra competitiva Amazônia Longas, dedicada a obras realizadas nos estados da Amazônia Legal ou dirigidas por cineastas da região.

Ao todo, o Olhar do Norte recebeu 596 filmes inscritos: 28 na Amazônia Longas, 188 na Amazônia Curtas, 325 em Outros Nortes e 55 na Olhinho.

A 8ª edição do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte é realizada pela Artrupe Produções, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Itaú e parceria do Itaú Cultural Play e Cine Set, além do apoio do Amazonas Shopping, Atelo e Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A Artrupe Produções, responsável pela realização do festival, é comandada por Diego Bauer, Victor Kaleb, Hamyle Nobre e César Nogueira.

Mais informações estão disponíveis no site do Festival Olhar do Norte e no Instagram @olhardonorte.

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