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Multinacional descentraliza logística e reduz entrega internacional em Manaus

A multinacional chinesa Anjun iniciou a descentralização de suas operações logísticas no Brasil para encurtar o trajeto de compras internacionais destinadas ao Norte e Nordeste. O plano de investimentos prevê o aporte de R$ 220 milhões no país até 2027, com a abertura de novos centros operacionais em Recife (PE), Brasília (DF) e Manaus (AM). A mudança tem como objetivo eliminar o desvio desnecessário de encomendas pela Região Sudeste, reduzindo prazos de entrega em até três semanas.

Atualmente, a maior parte das cargas cross-border atendididas pela companhia entra no país por São Paulo antes de retornar milhares de quilômetros até os consumidores nortistas. Com a nova estrutura, o desembaraço aduaneiro passa a ser realizado mais próximo do destino final. Em Manaus, a estimativa é que o tempo de entrega caia dos atuais 15 a 25 dias para cerca de dois dias úteis na capital, enquanto o prazo para cidades do interior com acesso fluvial deve ser reduzido para em torno de cinco dias.

Além do ganho de tempo, o modelo deve diminuir substancialmente os custos de frete. A estimativa da empresa indica que a entrega local de um pacote de um quilo em Manaus — que hoje custa entre R$ 25 e R$ 30 vindo do Sudeste — poderá ser reduzida para menos de R$ 10 com a chegada do voo direto e o desembaraço local. A medida ataca diretamente dois dos principais fatores de desistência de compras na região: prazos extensos e custos elevados de transporte.

Do montante total de investimentos, R$ 100 milhões serão destinados à infraestrutura das unidades aeroportuárias e recintos alfandegados, incluindo sistemas automatizados de triagem e equipamentos de raio X. O cronograma estabelece o início das atividades em Recife neste mês, seguido por Brasília no fim do período, e Manaus até o término do ano, onde a empresa aguarda a conclusão de reformas no galpão.

A expansão prevê a contratação de cerca de 150 profissionais por galpão, operando em dois turnos. No total, o projeto deve gerar entre 400 e 500 empregos diretos e aproximadamente 1,5 mil postos indiretos no país, com foco no setor de transporte e entregas locais. O movimento acompanha o avanço do comércio eletrônico fora do eixo Sul-Sudeste e busca transformar a logística regional em diferencial competitivo.

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