
A recente subida nos preços dos combustíveis acendeu o alerta vermelho para os trabalhadores do setor de transporte em Manaus e no interior do Amazonas. Com o litro da gasolina comum alcançando a marca dos R$ 6,99 — e ultrapassando R$ 7,19 na versão aditivada em diversos postos da capital —, a rotina de quem depende do veículo para garantir o sustento virou uma verdadeira corrida pela sobrevivência financeira.
Para motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores por motoboy, a matemática do dia a dia deixou de fechar. Se antes um tanque cheio consumia uma fatia previsível dos ganhos diários, hoje o abastecimento devora mais da metade do faturamento bruto.
No interior do estado, onde a logística fluvial eleva ainda mais os custos de distribuição, a situação é ainda mais severa. Em municípios mais distantes da capital, o valor da gasolina nas bombas chega a encostar ou superar a barreira dos R$ 8,50 por litro, pesando no bolso dos catraieiros, donos de rabiolas e freteiros que movimentam a economia local.
A alta encadeada afeta diretamente a margem de lucro de toda a cadeia logística, forçando os profissionais a aumentarem a jornada de trabalho para tentar compensar as perdas acumuladas. Enquanto o preço não dá trégua, a categoria cobra medidas de contenção e reajuste nos repasses das plataformas de transporte, temendo que a continuidade dessa disparada inviabilize definitivamente o trabalho nas ruas amazonenses.


